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Trump não esclarece quais ações do Irã poderiam violar o cessar-fogo

Presidente americano também afirmou que o bloqueio naval conduzido pelos Estados Unidos tem apresentado resultados “impressionantes”

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 5 de maio de 2026 às 19h09.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou detalhar nesta terça-feira, 5, quais ações do Irã poderiam representar uma quebra do atual cessar-fogo entre os dois países. Durante declaração, afirmou que Teerã já conhece os limites que não deve ultrapassar.

Questionado no Salão Oval da Casa Branca sobre possíveis gatilhos para o fim da trégua, Trump respondeu de forma direta ao jornalista: "Você vai descobrir, porque eu vou te avisar". Em seguida, reforçou: "Eles (o Irã) sabem o que fazer. Eles sabem o que não fazer".

Trump também declarou que o bloqueio naval conduzido pelos Estados Unidos tem apresentado resultados “impressionantes”. O presidente reiterou que o Irã demonstra interesse em avançar nas negociações, após confirmar recentemente que avalia uma nova proposta apresentada por Teerã para retomar o diálogo diplomático.

Na primeira coletiva desde o início da operação de escolta marítima no golfo Pérsico, termo geográfico estratégico para o comércio global de energia, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a trégua segue válida.

Segundo ele, os ataques iranianos não ultrapassaram o “limiar” que justificaria a retomada de confrontos militares. Ainda assim, o secretário não especificou quais ações configurariam violação do acordo.

Hegseth declarou: "O cessar-fogo não acabou" e indicou expectativa de movimentações iniciais durante a operação. Segundo ele, a missão tem como objetivo central garantir a segurança da navegação comercial diante de ações atribuídas ao Irã.

As declarações ocorrem após o governo iraniano acusar Washington de comprometer a segurança no estreito de Ormuz, rota marítima relevante para o transporte de petróleo. Teerã afirma que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo ao mobilizar aeronaves, destróieres, termo em inglês destroyers, e drones para viabilizar a passagem de embarcações afetadas pelo bloqueio na região.

*Com informações da Agência EFE. 

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