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Profissionais podem ajudar a aprimorar a inteligência artificial avaliando respostas e identificando erros (Freepik)
Redação Exame
Publicado em 25 de outubro de 2026 às 06h02.
Trabalhar com inteligência artificial não exige necessariamente desenvolver algoritmos ou dominar programação.
Uma parte desse mercado depende de profissionais capazes de avaliar respostas, identificar informações incorretas e ensinar às ferramentas quais resultados são mais úteis.
A atividade, conhecida como treinamento de IA ou anotação de dados, pode ser uma alternativa para quem busca renda extra pela internet.
Um exemplo é o de Riley Willis, estudante de ciência da computação nos Estados Unidos que trabalha como prestador de serviços para a DataAnnotation Tech.
Em entrevista ao Business Insider, ele contou que dedica cerca de 30 horas semanais à atividade, realizada remotamente e com horários flexíveis.
Segundo Willis, sua remuneração passou de US$ 20 para cerca de US$ 25 por hora, com projetos que chegavam a US$ 30. Os valores são referentes à experiência individual do profissional e não representam uma garantia de ganhos para outros trabalhadores.
O trabalho envolve diferentes tarefas, dependendo do projeto. Uma delas é comparar duas respostas geradas por IA e indicar qual apresenta informações mais corretas, claras e relevantes.
Outra consiste em verificar fatos, identificar erros de raciocínio e explicar por que determinada resposta precisa ser melhorada.
Há ainda atividades relacionadas à escrita, à tradução, à programação e à análise de imagens. Os profissionais fornecem avaliações que ajudam as empresas a identificar falhas e aperfeiçoar o desempenho das ferramentas.
A DataAnnotation, por exemplo, divulga oportunidades para pessoas com conhecimentos gerais, domínio de idiomas e especialização em áreas como ciência, finanças e programação.
Na página oficial dedicada ao português, a empresa anuncia remuneração inicial de US$ 22 por hora para determinadas atividades de avaliação e aprimoramento de respostas. Os valores e a disponibilidade dependem do perfil e do projeto.
Nem todas as oportunidades exigem conhecimentos técnicos avançados. Algumas priorizam domínio da língua, capacidade de pesquisa, atenção aos detalhes e pensamento crítico. Já os projetos especializados podem exigir experiência profissional ou formação em áreas específicas.
Saber programar amplia as possibilidades em determinadas funções, mas não é um requisito universal.
Para avaliar respostas de texto, por exemplo, interpretar o contexto, verificar fontes e reconhecer informações inventadas pode ser mais importante do que escrever código.
O processo de seleção costuma incluir avaliações para verificar se o candidato atende aos critérios da plataforma.
A flexibilidade tem contrapartidas. Como prestadores de serviços, os trabalhadores podem não contar com benefícios de um emprego formal, e a remuneração depende das condições de cada contrato. O tempo gasto em pausas, pesquisas ou tarefas não remuneradas pode reduzir o ganho efetivo por hora.
Willis relatou ao Business Insider que a atividade pode se tornar repetitiva e que recebe apenas pelo tempo efetivamente dedicado às tarefas. Apesar disso, considera a possibilidade de organizar os próprios horários uma vantagem.
Para quem está no Brasil, outro cuidado é verificar se a plataforma aceita candidatos residentes no país, quais são os meios de pagamento e como funciona a tributação dos rendimentos recebidos do exterior.
Antes de começar, vale pesquisar a reputação da empresa, ler os termos do contrato e confirmar as regras de remuneração. Desconfie de ofertas que exijam pagamento antecipado para liberar tarefas.
O treinamento de IA pode gerar renda complementar, mas a disponibilidade de projetos e os ganhos não são garantidos.