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Petroleiro iraniano ‘fura’ bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, diz site

O navio teria mais de 1,9 milhão de barris de petróleo bruto a bordo, avaliados em cerca de US$ 220 milhões

 (Sahar AL ATTAR / AFP/Getty Images)

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EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 3 de maio de 2026 às 12h29.

Um "superpetroleiro" iraniano, com mais de 1,9 milhão de barris de petróleo bruto a bordo, avaliados em cerca de US$ 220 milhões, conseguiu evadir o bloqueio que as Forças Armadas dos Estados Unidos mantêm sobre o Estreito de Ormuz, segundo informou no sábado o portal especializado TankerTrackers.

De acordo com uma publicação na rede social X, o navio chamado HUGE "foi visto pela última vez na costa do Sri Lanka, há mais de uma semana" e atualmente navega pelo Estreito de Lombok, na Indonésia, "em direção ao arquipélago de Riau", sem que a informação detalhe como e quando conseguiu escapar da contenção dos EUA.

De acordo com o mesmo portal de monitoramento, o HUGE encontrava-se nas águas do Irã no último dia 13 de abril, quando os EUA anunciaram o bloqueio dos navios de carga.

Embora a informação não tenha sido corroborada pelas forças americanas, estas, por meio do Comando Central do Exército dos EUA (Centcom), afirmaram neste mesmo sábado que, há 20 dias, impediram a passagem de 48 navios com partida ou destino a portos iranianos, no contexto do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Por outro lado, veículos oficiais do Irã asseguraram que até a última quinta-feira ao menos 52 navios iranianos conseguiram escapar do bloqueio americano.

Após três semanas de cessar-fogo, tanto o Irã quanto os Estados Unidos seguem mantendo um bloqueio seletivo do Estreito de Ormuz, uma via estratégica para o tráfego de petróleo, gás e outras matérias-primas essenciais para a economia mundial.

Enquanto isso, as conversas para alcançar um acordo de abertura da zona permanecem estagnadas.

"Eles querem chegar a um acordo. Não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece", declarou na sexta-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, em uma das muitas mensagens confusas que enviou, assegurando que seu governo mantém conversas por via telefônica, enquanto reitera que não sabe quem toma as decisões em Teerã porque sua liderança está dizimada ou escondida após 40 dias de ataques que entraram em pausa no último dia 8 de abril.

O Irã, desde então, apresentou várias propostas de negociação, a última na quinta-feira, por meio de mediadores paquistaneses, embora Washington siga sem se movimentar sobre uma possível retomada dos encontros em Islamabad.

O impacto dessas ações para a economia iraniana é relativamente menor do que as consequências para a economia mundial, com o barril de petróleo acima dos US$ 100 e os preços da energia em alta.

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