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Trump incentiva iranianos a manter protestos e promete apoio: 'Ajuda está a caminho'

Republicano também afirmou que cancelou várias reuniões com autoridades iranianas até o fim das mortes de manifestantes

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 13h29.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta terça-feira, 13 de janeiro, que os iranianos deveriam manter os protestos e disse que “a ajuda está a caminho”, sem, no entanto, detalhar a origem ou natureza do apoio.

"Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO - OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP", diz Trump em uma publicação na rede social Truth Social.

Sem diálogos com Teerã

Trump também declarou que suspendeu qualquer reunião com representantes do Irã enquanto persistirem os episódios de violência contra civis.

Cerca de 2.000 pessoas, incluindo membros das forças de segurança, foram mortas em duas semanas de protestos no Irã, afirmou uma autoridade do governo à agência de notícias Reuters.

Segundo o funcionário, os responsáveis pelas mortes incluiriam tanto manifestantes quanto integrantes das forças de segurança, alegando que "terroristas" teriam agido nos confrontos. Nenhum detalhe adicional sobre as vítimas foi divulgado, e o governo iraniano não confirmou oficialmente os dados.

Tarifas aos parceiros comerciais do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 12 de janeiro, que vai aplicar tarifa de 25% aos produtos provenientes de países que fecharem negócios com o Irã. A decisão eleva a pressão sobre o governo iraniano, que enfrenta uma onda de protestos em diversas regiões do país.

Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano afirmou que a decisão é definitiva e que as taxações podem entrar em vigor imediatamente. Até o momento, não há documentos oficiais publicados que detalhem o escopo da medida.

"Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível", diz o texto.

A medida foi anunciada em meio aos protestos que se espalham pelo Irã desde 28 de dezembro. O cenário expõe uma combinação de crise econômica com a inflação elevada, repressão estatal e tensão geopolítica que leva o regime do aiatolá Ali Khamenei de volta ao centro das atenções internacionais.

Não há clareza sobre os critérios utilizados para definir o que constitui "fazer negócios com o Irã". Os principais parceiros comerciais de Teerã incluem China, Turquia e Índia.

Em ocasiões anteriores, o governo Trump impôs tarifas de até 50% sobre produtos indianos em resposta à compra de petróleo russo. Já uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias chinesas pode afetar o acordo firmado com Pequim no final do ano passado.

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