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Trump diz receberá María Corina Machado na próxima semana

Declaração ocorre após críticas do presidente à viabilidade política da opositora

María Corina Machado: Trump anuncia encontro com líder opositora da Venezuela após operação que capturou Nicolás Maduro. (PEDRO MATTEY/AFP)

María Corina Machado: Trump anuncia encontro com líder opositora da Venezuela após operação que capturou Nicolás Maduro. (PEDRO MATTEY/AFP)

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 06h07.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende se reunir já na próxima semana com a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, em seu primeiro gesto público de apoio desde a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro no último fim de semana.

“Pelo que entendi, ela deve chegar em algum momento da próxima semana, e estou ansioso para cumprimentá-la”, disse Trump em entrevista ao apresentador Sean Hannity, da Fox News, nesta  quinta-feira, 8.

No início da semana, Machado afirmou que não mantém contato com Trump desde 10 de outubro de 2025, quando foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

“Falei com o presidente Trump no dia 10 de outubro, mas não desde então”, disse em entrevista ao programa “Hannity”, também da Fox News, na segunda-feira, 5.

A líder da oposição recebeu o Nobel por sua luta contra o que o Comitê Norueguês chamou de “ditadura venezuelana”. Ela deixou o país no mês passado para viajar à Noruega, onde participou da cerimônia de premiação, e ainda não retornou a Caracas.

“Estou planejando voltar para casa o quanto antes”, afirmou.

'Simpática, mas sem respeito do povo venezuelano'

Segundo o jornal americano The Washington Post, o republicano, que já manifestou em diversas ocasiões seu desejo de receber o prêmio de Nobel da Paz, teria retirado o apoio à María Corina como nome para conduzir a transição política na Venezuela após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro.

Mesmo após agradecer a Trump e dedicar o prêmio a ele, fontes próximas à Casa Branca disseram ao The Washington Post que o fato de não ter recusado a premiação foi considerado por Trump um “pecado imperdoável”.

“Se ela tivesse recusado e dito: ‘Não posso aceitar porque pertence a Donald Trump’, hoje ela seria a presidente da Venezuela”, disse uma das fontes ao jornal americano, sob condição de anonimato.

Durante entrevista coletiva realizada neste domingo, 4 de janeiro, após a operação que resultou na prisão de Maduro em Caracas e na sua transferência para Nova York, Trump declarou que seria muito difícil para Machado assumir a presidência venezuelana neste momento. O presidente dos EUA alegou que ela não conta com apoio, nem respeito dentro do país.

"É uma mulher muito simpática, mas que não tem o respeito do povo venezuelano", afirmou o republicano.

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