Repórter
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 17h44.
Última atualização em 13 de fevereiro de 2026 às 17h47.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na sexta-feira, 13, que a relação entre Washington e a Venezuela é "muito boa" e informou que pretende visitar o país em breve.
A sinalização ocorre após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, em janeiro, e em meio às negociações envolvendo acordos petrolíferos com o governo interino venezuelano, informou a agência Reuters.A declaração foi feita na Casa Branca, quando Trump afirmou que planeja viajar ao território venezuelano, mas não apresentou detalhes sobre datas ou agenda.
"Vou fazer uma visita à Venezuela", disse Trump a repórteres na Casa Branca, embora não tenha compartilhado mais detalhes.
O presidente também mencionou a líder interina, Delcy Rodríguez, destacando a cooperação bilateral na área de energia. Segundo o republicano, os Estados Unidos estão "trabalhando em estreita colaboração" com Delcy Rodríguez em temas relacionados ao acesso ao petróleo.
"Temos uma relação muito boa com o presidente da Venezuela", disse Trump. "A relação que temos agora com a Venezuela, eu diria, é nota 10".
Questionado pela Reuters sobre o reconhecimento formal do governo interino, Trump respondeu: "Sim, já fizemos isso. Estamos lidando com eles e, na verdade, eles têm feito um ótimo trabalho." A Casa Branca não comentou se houve mudança oficial na posição diplomática dos EUA.
Nas semanas anteriores, integrantes do governo americano afirmaram que Washington não reconhecia formalmente o governo interino de Delcy Rodríguez como legítimo.O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou na quinta-feira que Delcy atua como "presidente interina" em interlocução com os EUA.
Em entrevista à CNN, Wright afirmou que os Estados Unidos não "dirão a Delcy qual será seu papel futuro" em eventuais eleições, deixando essa definição para o eleitorado venezuelano.
Em sentido oposto, Delcy Rodríguez declarou à NBC News nesta semana que Nicolas Maduro é o "presidente legítimo" da Venezuela.O governo dos Estados Unidos divulgaram nesta sexta-feira duas licenças gerais que autorizam cinco petroleiras multinacionais a retomar operações na Venezuela sem aplicação de sanções. A medida contempla a Chevron, sediada nos EUA, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.
Segundo o comunicado oficial, estão liberadas "Todas as transações" dessas companhias vinculadas ao setor petrolífero venezuelano. O texto também autoriza contratos para "novos investimentos no setor de petróleo e gás" a empresas interessadas em atuar no país.
Após uma operação militar conduzida pelo governo americano resultar na retirada, captura e transferência do presidente venezuelano Nicolás Maduro para uma prisão nos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump passou a atuar em articulação com a presidente interina Delcy Rodríguez. A operação militar que derrubou Maduro teve como objetivo explicitamente declarado de Trump a retomada da exploração de petróleo no país.
Desde 2019, no primeiro mandato de Trump, o setor petrolífero venezuelano estava sob embargo do governo dos EUA. A restrição impedia a atuação de petroleiras americanas e de multinacionais ocidentais no país. Até então, apenas a Chevron mantinha uma licença específica que permitia produção local de petróleo.
Rússia e China figuravam como principais compradores do petróleo venezuelano. A indústria do país opera com baixa produtividade após anos de investimentos reduzidos. No início do mês, Trump declarou que via de forma favorável aportes da China e da Índia no setor de petróleo da Venezuela.