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Fumaça sobe após o ataque israelense à vila de Deir Qanoun an-Naher, no sul do Líbano, neste domingo (AFP)
Repórter de ESG
Publicado em 24 de maio de 2026 às 14h15.
Última atualização em 24 de maio de 2026 às 14h24.
As forças israelenses voltaram a atacar diferentes regiões do sul e do leste do Líbano neste domingo, 24, ampliando a pressão militar sobre o Hezbollah apesar do avanço das negociações entre EUA e Irã para um possível acordo de cessar-fogo no Oriente Médio.
Os ataques ocorreram um dia após um bombardeio israelense atingir a cidade de Sir al-Gharbiyeh, no sul do Líbano, deixando 11 mortos, incluindo uma criança e seis mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês. Outras nove pessoas ficaram feridas.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que novos bombardeios atingiram áreas no sul do país e no vale do Bekaa, no leste. Em alguns casos, houve registro de vítimas. Um correspondente da AFP relatou grandes colunas de fumaça em Nabatieh e Zawtar al-Sharqiyah após as explosões.
A defesa civil libanesa afirmou ainda que uma instalação regional do órgão em Nabatieh foi destruída durante um ataque israelense realizado durante a madrugada. Imagens divulgadas pela AFP mostraram equipes retirando equipamentos e cilindros de oxigênio dos escombros.
As ofensivas acontecem em um momento de incerteza diplomática. O presidente americano Donald Trump, afirmou neste domingo que não pretende acelerar as negociações com o Irã para um acordo definitivo e indicou que o conflito ainda pode se prolongar.
“Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros”, escreveu Trump na Truth Social. O republicano também afirmou que o bloqueio imposto ao Irã continuará “em pleno vigor” até a assinatura formal de um acordo.
As declarações esfriaram expectativas de um entendimento imediato entre Washington e Teerã. Segundo o portal Axios, integrantes da Casa Branca acreditam que um acordo poderá ser fechado nos próximos dias, embora ainda existam detalhes em aberto.
A proposta em discussão prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, o alívio de sanções econômicas contra o Irã, o desbloqueio de recursos iranianos no exterior e a extensão por 60 dias do cessar-fogo atual. Durante esse período, os dois países negociariam um acordo mais amplo envolvendo o programa nuclear iraniano.
Mesmo com os avanços diplomáticos, os confrontos envolvendo Israel e o Hezbollah continuam ativos no território libanês.
O Hezbollah, principal aliado regional do Irã, afirmou recentemente que o Líbano deveria ser incluído em qualquer acordo regional de cessar-fogo.
No sábado, o grupo informou que seu líder, Naim Qassem, recebeu uma mensagem do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, defendendo a inclusão do território libanês em uma trégua mais ampla.
Neste domingo, o parlamentar do Hezbollah Hassan Fadlallah afirmou que “grandes transformações estão ocorrendo na região” e declarou que a guerra “não vai parar apenas no Irã, mas em toda a região, particularmente no Líbano”.
Israel, por sua vez, mantém a posição de que continuará atacando alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano.
O governo israelense argumenta que o grupo ainda representa uma ameaça direta na fronteira e sustenta que suas operações estão amparadas pelas cláusulas do cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos, que permitem ações contra ataques considerados iminentes.
Os ataques colocam em xeque a capacidade de um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã produzir efeitos imediatos nos conflitos paralelos da região, especialmente no Líbano.
*Com informações de agências internacionais
1/12 Fumaça após ataque em Marjayoun, Líbano, perto da fronteira (Fumaça após ataque em Marjayoun, Líbano, perto da fronteira)
2/12 Fumaça após ataque no vale do Bekaa, em 23 de setembro de 2024 (Fumaça após ataque no vale do Bekaa, em 23 de setembro de 2024)
3/12 Fumaça após ataque no vale do Bekaa, em 23 de setembro de 2024 (Fumaça após ataque no vale do Bekaa, em 23 de setembro de 2024)
4/12 Fumaça após ataque em Zaita, no Líbano, em 23 de setembro de 2024 (Fumaça após ataque em Zaita, no Líbano, em 23 de setembro de 2024)
5/12 Bandeira de Israel em área atacada pelo Hezbollah no distrito de Haifa, em 22 de setembro (Bandeira de Israel em área atacada pelo Hezbollah no distrito de Haifa, em 22 de setembro)
6/12 Ataque aéreo de Israel em região perto da fronteira com o Líbano (Ataque aéreo de Israel em região perto da fronteira com o Líbano)
7/12 Área bombardeada por Israel em Beirute, no Líbano (LEBANON-ISRAEL-PALESTINIAN-CONFLICT)
8/12 Moradores evacuam área sob ataque no Sul do Líbano, na segunda, 23 de outubro (Moradores evacuam área sob ataque no Sul do Líbano, na segunda, 23 de outubro)
9/12 Naim Qassem, vice-secretário-geral do Hezbollah, discursa durante funeral de Ibrahim Aqil, líder do grupo, em Beirute, em 22 de setembro de 2024 (Naim Qassem, vice-secretário-geral do Hezbollah, discursa durante funeral de Ibrahim Aqil, líder do grupo, em Beirute, em 22 de setembro de 2024)
10/12 Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, durante discurso na TV (LEBANON-ISRAEL-PALESTINIAN-CONFLICT-HEZBOLLAH)
11/12 Fumaça após ataque no vale do Bekaa, no Líbano, em 23 de setembro de 2024 (LEBANON-ISRAEL-PALESTINIAN-CONFLICT)
12/12 Ondas de fumaça saem do local de um ataque aéreo israelense na vila de Khiam, no sul do Líbano, em 23 de setembro de 2024. Os militares israelenses em 23 de setembro disseram às pessoas no Líbano para se afastarem dos alvos do Hezbollah e prometeram realizar ataques mais "extensos e precisos" contra o grupo apoiado pelo Irã (LEBANON-ISRAEL-PALESTINIAN-CONFLICT)
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