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Trump diz que cancelou novos ataques à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos afirmou que a libertação de um grande número de presos políticos pela Venezuela é um sinal de que o país busca reduzir tensões

Donald Trump: "Esperamos chegar a um acordo. Se não conseguirmos, então descobriremos se ele tinha razão ou não.” (Jim WATSON /AFP)

Donald Trump: "Esperamos chegar a um acordo. Se não conseguirmos, então descobriremos se ele tinha razão ou não.” (Jim WATSON /AFP)

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 07h42.

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 9, que cancelou uma segunda onda de ataques à Venezuela após o país libertar um “um grande número” de presos políticos.

"A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de que está ‘buscando a paz’ (...) por essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques prevista", escreveu o presidente em sua conta na rede Truth Social.

O presidente afirmou que grandes petroleiras vão investir "pelo menos US$ 100 bilhões" (R$ 538 bilhões) na Venezuela, e que se reunirá com essas empresas nesta sexta-feira, 9, na Casa Branca.

Na véspera, uma porta-voz da Casa Branca disse à EFE que a libertação dos presos políticos era um "exemplo de como o presidente [Donald Trump] está usando máxima influência para fazer o correto para o povo americano e o venezuelano".

Libertação de presos na Venezuela

Na quinta-feira, 8, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento venezuelano e chefe negociador do governo dirigido interinamente por Delcy Rodríguez, anunciou a libertação imediata de "um grande número de pessoas", que incluem venezuelanos e estrangeiros, que estavam presos no país.

O governo venezuelano, que não revelou o número exato das pessoas libertadas, classificou a medida como "gesto unilateral" para "consolidar a paz e a convivência pacífica" no país após a operação dos EUA que no último dia 3 capturou o então presidente Nicolás Maduro e o levou a Nova York para ser julgado por crimes relacionados a narcoterrorismo.

Após a operação, a Casa Branca determinou que, por enquanto, um governo interino liderado pela chavista Delcy Rodríguez, vice-presidente com Maduro e agora presidente interina, ficará à frente do país sob a estrita supervisão dos EUA.

*Com informações de AFP e EFE

 

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