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Trump confirma acordo de paz com o Irã e manda reabrir o Estreito de Ormuz

Presidente americano declara o entendimento "completo" e ordena a retirada do bloqueio naval dos EUA; Paquistão, mediador, marca a cerimônia de assinatura para sexta-feira na Suíça

Donald Trump: o argumento é de que a taxação de matérias-primas e produtos brasileiros elevaria os custos da indústria americana, pressionando a inflação e encarecendo produtos para os consumidores do país. (Kent NISHIMURA/AFP)

Donald Trump: o argumento é de que a taxação de matérias-primas e produtos brasileiros elevaria os custos da indústria americana, pressionando a inflação e encarecendo produtos para os consumidores do país. (Kent NISHIMURA/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 14 de junho de 2026 às 18h42.

Última atualização em 14 de junho de 2026 às 18h50.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo, 14, que o acordo de paz com o Irã está fechado e ordenou a reabertura do Estreito de Ormuz, a rota marítima por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo e que estava praticamente bloqueada desde o início da guerra.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo. Parabéns a todos!", escreveu Trump em suas redes sociais.

Na mesma publicação, o presidente autorizou a abertura livre de tarifas ("toll free") do Estreito de Ormuz e a retirada imediata do bloqueio naval americano na região.

"Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", afirmou.

A confirmação de Washington veio pouco depois do anúncio feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações.

Segundo Sharif, Estados Unidos e Irã declararam o fim "imediato e permanente" das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. "Após conversas intensas, temos o prazer de anunciar que o acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã foi ALCANÇADO", escreveu o premiê paquistanês no X.

Ele informou que a cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na próxima sexta-feira, 19 de junho, na Suíça, e agradeceu o empenho de Washington, Teerã, Catar, Arábia Saudita e Turquia no esforço diplomático.

De acordo com Sharif, com o acordo estabelecido, os mediadores vão facilitar uma série de reuniões ao longo desta semana. Essas discussões de pré-implementação, disse, servirão de base para as conversas técnicas e para a cerimônia de assinatura.

A peça-chave do Estreito de Ormuz

A reabertura do Estreito de Ormuz era um dos pontos centrais das negociações.

A passagem, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, ficou em grande parte fechada desde o início dos ataques americanos e israelenses contra o Irã, prendendo no Golfo dezenas de milhões de barris de petróleo em centenas de navios-tanque.

Ao longo das últimas semanas, o controle da via foi tema de mensagens contraditórias entre Washington e Teerã, com a exigência americana de uma abertura "completa, imediata e segura", sem tarifas, esbarrando na intenção iraniana de manter o controle do estreito e cobrar taxas de passagem.

A ordem de Trump deste domingo sinaliza que esse impasse teria sido superado no entendimento final.

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