O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026 (Lia Rizzo/Exame)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 11h48.
Última atualização em 22 de setembro de 2026 às 12h25.
Em discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU, Donald Trump afirmou que o Irã nunca terá uma arma nuclear e disse avaliar caminhos diplomáticos ou militares para lidar com o país. O presidente americano também falou sobre Venezuela, Groenlândia, inteligência artificial, Tribunal Penal Internacional e guerra na Ucrânia. Segundo Trump, os Estados Unidos usarão força quando considerarem necessário para proteger seus interesses.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 22, durante seu discurso na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que o Irã nunca terá uma arma nuclear e que acredita em um acordo após as eleições americanas de meio de mandato.
"O regime fanático do Irã causou um banho de sangue não só no Oriente Médio, mas além dele. Eles eram os agressores do Oriente Médio e não são mais", disse Trump.
O americano foi o segundo a discursar. Em uma fala que durou mais de 30 minutos, o americano falou sobre a guerra no Irã, a ação americana que tirou Nicolas Maduro do poder na Venezuela, a Groenlândia e o avanço da Inteligência Artificial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a Assembleia com falas repletas de contrapontos à política externa americana.
Trump afirmou que avalia duas possibilidades em relação ao Irã: a retomada de um acordo diplomático ou uma ação militar contra o governo iraniano.
"Será que um acordo com o Irã será feito? Vamos deixar que eles reconstruam um país? Ou será que eu aniquilo a República Islâmica e não dou uma chance de eles matarem e destruírem países?", disse.
Ao falar sobre o programa nuclear do Irã, Trump disse que o país "nunca terá uma arma nuclear" e afirmou que Teerã teria recusado propostas de negociação feitas por seu governo. Segundo o presidente americano, o regime iraniano esteve próximo de obter capacidade nuclear e representar uma ameaça para outros países, incluindo na Europa.
Trump também afirmou que acredita em um possível acordo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro de 2026. Segundo ele, autoridades iranianas estariam aguardando o resultado do pleito para avaliar o cenário político americano.
O presidente, porém, disse que não está concorrendo nas eleições e que não atribui importância à relação entre o processo eleitoral e as negociações.
O republicano americano também mencionou a capacidade militar dos Estados Unidos e afirmou que o país mantém estoques suficientes de munições. "Aos covardes e traidores que adorariam dizer que os Estados Unidos têm pouca munição, isso não é verdade", afirmou.
Trump também dedicou parte do discurso à Venezuela e afirmou que a operação americana que retirou Nicolás Maduro do poder mostrou que os Estados Unidos não permitirão novas ameaças em sua região.
Segundo Trump, os Estados Unidos usarão seu poder militar "quando necessário" para proteger seus interesses nacionais."O caso da Venezuela mostrou que não serão mais permitidas ameaças aos Estados Unidos", afirmou o presidente americano. Segundo ele, o país sul-americano teria sido dominado por grupos criminosos e violência antes da ação de seu governo.
Trump também falou sobre os cartéis de drogas e disse que seu governo os classificou como organizações equivalentes ao Estado Islâmico no Ocidente. "Eles devem ser assassinados, eliminados ou presos sem serem soltos", declarou.
O presidente americano afirmou ainda que seu governo acompanha a situação em Cuba, que classificou como um "Estado falho". Ele também disse que a liberdade e a segurança chegarão ao México e a Cuba, sem apresentar detalhes sobre como essas mudanças ocorreriam.
Trump afirmou que os Estados Unidos chegaram a um acordo envolvendo a Groenlândia e disse que o país terá autorização para atuar na proteção do território.
"Faremos o necessário para proteger o continente americano e os outros também. Ninguém poderá ocupar a Groenlândia sem a permissão dos Estados Unidos", afirmou.
Segundo Trump, o acordo seria assinado no mesmo dia do discurso. Ele também disse estar disposto a trabalhar com representantes da Dinamarca e da Groenlândia.
O presidente americano também criticou decisões de organismos internacionais e afirmou que os Estados Unidos foram obrigados a intervir em uma agência da ONU por causa de um imposto global.
Trump afirmou que a inteligência artificial representa uma transformação tecnológica, mas disse que governos precisam acompanhar seus impactos.
"É uma inteligência incrível, mas devemos ter cuidado", afirmou.
Durante o discurso, ele comparou os alertas sobre riscos da inteligência artificial a debates anteriores sobre mudanças climáticas e outras questões. Trump disse que não pretende interromper o desenvolvimento da tecnologia nos Estados Unidos e afirmou que o país está à frente da China no setor.
"Estamos liderando a China de longe e vamos manter assim", declarou.
Segundo Trump, a inteligência artificial pode provocar uma transformação maior do que a internet e a Revolução Industrial.
Trump também atacou o Tribunal Penal Internacional (TPI), instituição sediada em Haia, na Holanda, responsável por investigar e julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
O presidente americano chamou o tribunal de uma instituição "desonesta" e "fora de controle" e pediu que países membros deixem a organização.
"Apelo a todas as nações que são membros do TPI para que se demitam oficialmente e imediatamente desta instituição desonesta", disse Trump.
Os Estados Unidos não são integrantes do TPI, embora diversos países aliados façam parte da instituição. O governo americano prepara medidas contra o tribunal, segundo informações divulgadas anteriormente.
Trump também abordou a guerra entre Rússia e Ucrânia e afirmou que trabalha para uma solução negociada.
"Estamos trabalhando em estreita colaboração com os líderes da Rússia e da Ucrânia, e vamos resolver isso", afirmou. "Acho que vai acontecer mais rápido do que as pessoas imaginam", disse.
Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump afirmou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". O presidente americano disse que avalia duas possibilidades: a retomada de um acordo diplomático ou uma ação militar contra o governo iraniano.
Sim. Trump afirmou acreditar em um possível acordo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro de 2026. Segundo ele, autoridades iranianas estariam aguardando o resultado do pleito para avaliar o cenário político americano.
Trump afirmou que a ação americana que retirou Nicolás Maduro do poder mostrou que os Estados Unidos não permitirão novas ameaças na região. O presidente disse ainda que o país usará seu poder militar "quando necessário" para proteger seus interesses nacionais.
Sim. Trump afirmou que os Estados Unidos chegaram a um acordo envolvendo a Groenlândia e que o país terá autorização para atuar na proteção do território. Ele disse que ninguém poderá ocupar a região sem a permissão americana e afirmou estar disposto a trabalhar com representantes da Dinamarca e da Groenlândia.
Trump afirmou que a inteligência artificial representa uma grande transformação tecnológica e disse que governos precisam acompanhar seus impactos. Ele declarou que os Estados Unidos estão à frente da China no setor e comparou a tecnologia a mudanças históricas como a internet e a Revolução Industrial.
O presidente americano criticou o Tribunal Penal Internacional (TPI), chamou a instituição de "desonesta" e pediu que países membros deixem a organização. Os Estados Unidos não fazem parte do tribunal.
Sim. Trump afirmou que trabalha para uma solução negociada para o conflito e disse estar em contato com líderes da Rússia e da Ucrânia. Segundo ele, um acordo poderia ocorrer mais rapidamente do que muitas pessoas imaginam.
O discurso de Donald Trump na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas durou mais de 30 minutos. Ele foi o segundo líder a falar, depois da abertura feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.