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Trump condena ataque a tiros em Sydney como 'ataque puramente antissemita'

Representantes do governo israelense e da oposição australiana também expressaram solidariedade às vítimas e cobraram medidas contra o antissemitismo

Publicado em 14 de dezembro de 2025 às 16h36.

Um ataque a tiros durante a celebração do festival judaico de Hanukkah deixou ao menos 12 mortos e 29 feridos neste domingo, 14, na praia de Bondi, em Sydney, uma das regiões mais conhecidas da Austrália. As autoridades locais classificaram o episódio como um incidente terrorista e afirmaram que o alvo foi a comunidade judaica da cidade.

Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, o ataque ocorreu no início da noite, quando serviços de emergência foram acionados para a Campbell Parade, principal avenida que margeia a praia, após relatos de disparos. Um dos atiradores foi desarmado por um civil.

O local recebia um evento do primeiro dia de Hanukkah, que reuniu um grande número de pessoas.

Entre os feridos estão dois policiais que atuaram na ocorrência. De acordo com o comissário da polícia estadual, Mal Lanyon, o estado de saúde dos agentes e dos demais feridos é considerado grave.

As vítimas foram encaminhadas para diferentes hospitais de Sydney, com o apoio de mais de 40 ambulâncias, incluindo helicópteros.

Um dos atiradores morreu no local

As autoridades informaram que um dos atiradores morreu no local e que o segundo suspeito foi baleado e está em estado crítico. A polícia também apura a possível participação de uma terceira pessoa no ataque.

Durante a ação, equipes encontraram artefatos explosivos improvisados em um carro nas proximidades de uma ponte de onde partiram os disparos. O material foi removido por especialistas do esquadrão antibombas.

Comunidade judaica era o alvo

Imagens exibidas por emissoras de televisão australianas mostraram pessoas caídas no chão e um cenário de pânico. Um morador que presenciou o ataque relatou ter visto diversas vítimas feridas e muito sangue espalhado pela área.

Vídeos gravados por testemunhas também mostram dois homens armados vestindo roupas escuras e atirando, enquanto sirenes e gritos podiam ser ouvidos.

O governador de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que as investigações indicam que o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney justamente no início do feriado religioso.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também descreveu o episódio como chocante e devastador, destacando que a violência atingiu o coração do país. Ele também afirmou que a polícia trabalha para identificar possíveis conexões com outras pessoas envolvidas.

"Um ato de antissemitismo e terrorismo que atingiu o coração da nossa nação. Um ataque aos judeus australianos é um ataque a todos os australianos. Não há lugar para ódio, violência e terrorismo em nossa nação", afirmou Albanese.

Autoridades pediram que a população evite a região, embora a polícia tenha informado que não há indícios de novos ataques. A área, que chegou a ser isolada para perícia, segue sob investigação.

A polícia solicita que pessoas que tenham imagens gravadas por celulares ou câmeras veiculares entrem em contato com o Crime Stoppers.

Outros ataques e repercussão internacional

O ataque ocorre 11 anos após um episódio que marcou a história de Sydney, quando um homem fez reféns em um café no centro da cidade, resultando na morte de duas pessoas após um longo impasse.

Líderes internacionais também se manifestaram. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou o ataque contra judeus que participavam da celebração religiosa, enquanto o secretário-geral da ONU classificou o episódio como hediondo.

Representantes do governo israelense e da oposição australiana também expressaram solidariedade às vítimas e cobraram medidas contra o antissemitismo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o ataque e classificou o ato como "puramente antissemita".

"Foi um ataque terrível", declarou o presidente americano durante um evento natalino na Casa Branca.

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