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Companhias aéreas cancelam mais de 5 mil voos após nevasca atingir grande parte dos EUA

No domingo, o volume de cancelamentos superou 11.000, o maior registrado em um único dia desde o início da pandemia

ALBANY, NY - JANUARY 26: A Breeze Airways jet taxis to the deicing station at Albany International Airport as another Breeze jet departs on Monday, Jan. 26, 2026, in Colonie, N.Y. (Will Waldron/Albany Times Union via Getty Images) (	Albany Times Union/Hearst Newspapers/Getty Images)

ALBANY, NY - JANUARY 26: A Breeze Airways jet taxis to the deicing station at Albany International Airport as another Breeze jet departs on Monday, Jan. 26, 2026, in Colonie, N.Y. (Will Waldron/Albany Times Union via Getty Images) ( Albany Times Union/Hearst Newspapers/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 19h21.

Última atualização em 26 de janeiro de 2026 às 19h23.

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Uma forte tempestade de neve atingiu grande parte dos Estados Unidos nesta segunda-feira, forçando companhias aéreas a cancelar vários voos e afetando diversas redes de transporte em meio a nevascas intensas e chuva congelante.

Segundo dados da FlightAware, cerca de 5.300 voos foram cancelados e mais de 4.300 registraram atrasos até a tarde de segunda-feira. No domingo, o volume de cancelamentos superou 11.000, o maior registrado em um único dia desde o início da pandemia, informou a empresa Cirium, especializada em análise do setor aéreo.

Às 8h20 (horário do leste), aproximadamente 14% dos voos programados haviam sido suspensos. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, uma área de baixa pressão próxima à Nova Inglaterra deve se deslocar pelo Atlântico, provocando mais neve no Nordeste e chuva congelante no Meio-Atlântico.

Em entrevista à Reuters, especialistas da AccuWeather estimam que os prejuízos causados pela tempestade devem variar entre US$ 105 bilhões e US$ 115 bilhões, o que pode torná-la o evento climático mais caro desde os incêndios florestais na Califórnia.

Entre as companhias mais afetadas na segunda-feira estavam a American Airlines, com quase 900 cancelamentos e cerca de 600 voos atrasados, seguida por Republic Airways, JetBlue e Delta Air Lines. A United Airlines informou que iniciou o restabelecimento gradual de seus voos, com 282 cancelamentos registrados até a manhã.

A Administração Federal de Aviação (FAA) alertou para impactos contínuos, citando restrições operacionais em áreas críticas como Boston e na região metropolitana de Nova York. Caso as condições climáticas se agravem, aeroportos como LaGuardia, JFK, Newark, Philadelphia e Dulles poderão enfrentar novas paralisações.

O efeito dominó nos cancelamentos afeta também a posição de aeronaves e tripulações, dificultando a retomada dos horários regulares. O site HotelPlanner registrou aumento de 36% nas taxas de cancelamento de reservas de hotéis nos EUA e Canadá nos dias próximos à tempestade, identificada como "Fern".

A tempestade também impactou o transporte de cargas. A UPS comunicou interrupções em suas operações aéreas, incluindo no hub de Louisville, no Kentucky. Empresas ferroviárias como CSX e BNSF também ativaram planos de contingência.

Além dos transportes, o evento climático comprometeu o fornecimento de energia. Mais de 820 mil clientes ficaram sem eletricidade nas primeiras horas da segunda-feira, segundo o PowerOutage.us, com destaque para o estado do Tennessee. A FEMA emitiu alerta para condições perigosas nas estradas, devido à combinação de neve, ventos fortes e gelo.

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