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Trens com imigrantes chegam à Áustria

Trens com centenas de imigrantes começaram a chegar a Viena após autoridades parecerem desistir de aplicar regras da UE

Vista de bandeiras da União Europeia (Siska Gremmelprez/AFP)
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Da Redação

Publicado em 31 de agosto de 2015 às 21h38.

Trens com centenas de imigrantes começaram a chegar a Viena nesta segunda-feira depois que as autoridades austríacas pareceram desistir de aplicar as regras da União Europeia ao barrar os refugiados que já tinham pedido asilo à Hungria .

No capítulo mais recente de uma crise humanitária e política que agora põe em teste a sobrevivência do regime de fronteiras abertas da Europa e suas regras de asilo, a Hungria permitiu que os imigrantes, muitos deles fugindo da guerra civil da Síria, embarcassem em pelo menos quatro trens que partiram de Budapeste rumo à Áustria ou à Alemanha.

Muitos dos refugiados que desembarcaram na estação de Viena nesta segunda-feira correram imediatamente para pegar trens para a Alemanha diante do olhar passivo de policiais que preferiram não intervir, disseram testemunhas.

Um trem oriundo de Budapeste também chegou a Munique na noite desta segunda-feira pelo horário local. A polícia alemã afirmou haver cerca de 200 pessoas a bordo.

"Graças a Deus ninguém pediu um passaporte... sem polícia, sem problema", contou Khalil, de 33 anos, professor de inglês de Kobani, na Síria, acompanhado da esposa e da filha, tossindo e chorando em seus braços, na estação de Viena.

Ele descreveu como ele e sua família conseguiram comprar passagens em Budapeste e seguir para Hamburgo, na Alemanha, acrescentando ter certeza de que iriam ter uma acolhida melhor ali depois de cruzar os Bálcãs e a Hungria.

"Quanto à Alemanha, os sírios chamam (a chanceler Angela) Merkel de 'Mama Merkel'", acrescentou, referindo-se à reação relativamente compassiva da líder alemã na crise dos imigrantes até o momento.

De acordo com as regras da UE, o porta-voz da polícia austríaca disse que só aqueles que ainda não haviam pedido asilo à Hungria poderiam entrar, mas a pressão da quantidade enorme de pessoas prevaleceu e, como se relatou a presença de poucos policiais e oficiais de fronteira na vizinhança, o trem foi adiante aparentemente com todos os passageiros ainda a bordo.

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Trens com centenas de imigrantes começaram a chegar a Viena nesta segunda-feira depois que as autoridades austríacas pareceram desistir de aplicar as regras da União Europeia ao barrar os refugiados que já tinham pedido asilo à Hungria .

No capítulo mais recente de uma crise humanitária e política que agora põe em teste a sobrevivência do regime de fronteiras abertas da Europa e suas regras de asilo, a Hungria permitiu que os imigrantes, muitos deles fugindo da guerra civil da Síria, embarcassem em pelo menos quatro trens que partiram de Budapeste rumo à Áustria ou à Alemanha.

Muitos dos refugiados que desembarcaram na estação de Viena nesta segunda-feira correram imediatamente para pegar trens para a Alemanha diante do olhar passivo de policiais que preferiram não intervir, disseram testemunhas.

Um trem oriundo de Budapeste também chegou a Munique na noite desta segunda-feira pelo horário local. A polícia alemã afirmou haver cerca de 200 pessoas a bordo.

"Graças a Deus ninguém pediu um passaporte... sem polícia, sem problema", contou Khalil, de 33 anos, professor de inglês de Kobani, na Síria, acompanhado da esposa e da filha, tossindo e chorando em seus braços, na estação de Viena.

Ele descreveu como ele e sua família conseguiram comprar passagens em Budapeste e seguir para Hamburgo, na Alemanha, acrescentando ter certeza de que iriam ter uma acolhida melhor ali depois de cruzar os Bálcãs e a Hungria.

"Quanto à Alemanha, os sírios chamam (a chanceler Angela) Merkel de 'Mama Merkel'", acrescentou, referindo-se à reação relativamente compassiva da líder alemã na crise dos imigrantes até o momento.

De acordo com as regras da UE, o porta-voz da polícia austríaca disse que só aqueles que ainda não haviam pedido asilo à Hungria poderiam entrar, mas a pressão da quantidade enorme de pessoas prevaleceu e, como se relatou a presença de poucos policiais e oficiais de fronteira na vizinhança, o trem foi adiante aparentemente com todos os passageiros ainda a bordo.

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