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Trabalhadores iniciam greve nos canteiros de Belo Monte

Cerca de 7 mil empregados trabalham atualmente nas cinco frente de obras da usina, além de outros 2 mil terceirizados

Os trabalhadores exigem a redução do tempo entre os recessos para visitar as famílias e o aumento do vale alimentação (Valter Campanato/ABr)

Os trabalhadores exigem a redução do tempo entre os recessos para visitar as famílias e o aumento do vale alimentação (Valter Campanato/ABr)

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Da Redação

Publicado em 23 de abril de 2012 às 12h01.

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São Paulo - A greve de trabalhadores nas obras da usina hidrelétrica Belo Monte foi iniciada nesta segunda-feira, confirmou o sindicato dos operários Sintrapav e o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), conforme já estava previsto, depois que não foram aceitas todas as proposta apresentadas pelos empreendedores.

Cerca de 7 mil trabalhadores contratados trabalham atualmente nas cinco frente de obras da usina, além de outros 2 mil terceirizados, informou o CCBM, acrescentando que ainda não é possível confirmar quantos aderiram à greve.

Operários teriam bloqueado o travessão 27 da Transamazônica, que permite o acesso às unidades de obra Sítio Pimental e Canais e Diques, segundo o CCBM.

A greve, sem prazo para terminar, ocorre após os trabalhadores não conseguirem reduzir o tempo entre os recessos para visitar as famílias (baixada) e nem o aumento do vale alimentação, conforme pedido, de 95 para cerca de 300 reais.

Os trabalhadores da usina haviam iniciado a paralisação no final de março, mas aceitaram retomar as atividades para que a pauta de reivindicações fosse avaliada pelo Consórcio Construtor. Na semana passada, após não acordarem sobre todos os temas, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada (Sintrapav) notificou os empreendedores sobre o início da greve.

A usina hidrelétrica Belo Monte está sendo construída no rio Xingu, em Altamira (PA), e terá cerca de 11 mil megawatts (MW) de potência instalada quando estiver concluída. A entrada em operação está prevista para 2015.

A empresa Norte Energia é responsável pela usina e tem entre os acionistas Eletrobras, Cemig e Light, além de Neonergia, Petros, Funcef, entre outras.

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