Mundo

Tempestade afeta Cuba após matar 12 e pode virar fucarão

Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos prevê que a tempestade Laura se tornará furacão na terça-feira

Tempestade Laura: Laura se desloca a 33 km por hora pela costa sul de Cuba, com ventos de até 100 km/h e tempestades elétricas (AFP/AFP)

Tempestade Laura: Laura se desloca a 33 km por hora pela costa sul de Cuba, com ventos de até 100 km/h e tempestades elétricas (AFP/AFP)

A

AFP

Publicado em 24 de agosto de 2020 às 09h20.

A tempestade tropical Laura entrou no domingo em Cuba com chuvas intensas, depois de provocar 12 mortes no Haiti e na República Dominicana, e prossegue o risco de que se transforme em furacão no caminho para os Estados Unidos, assim como a tempestade Marco.

Laura se desloca a 33 km por hora pela costa sul da ilha, com ventos de até 100 km/h e tempestades elétricas.

"É uma tempestade tropical que ainda não tem a organização que um furacão poderia ter", afirmou o meteorologista José Rubiera.

"A tempestade ganhou força, agora está a 100 km por hora e um furacão de categoria 1 seria de 119 km por hora", completou Rubiera, que não descarta a possibilidade de um furacão.

Laura entrou em Cuba pela região leste da ilha, com rajadas de até 146 km/h e ondas de mais de três metros em Maisí, na província de Guantánamo, onde a energia elétrica foi cortada como precaução.

Os ventos provocaram danos em alguns telhados e casas, assim como a queda de árvores na província, sem relatos de danos pessoais, de acordo com a imprensa estatal.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) prevê que a tempestade Laura se tornará furacão na terça-feira e na quarta-feira também atingirá a área costeira do país.

Pelas trajetórias das tempestades Laura e Marco, 114 plataformas de petróleo do Golfo do México foram evacuadas.

No Haiti, Laura deixou nove mortos e dois desaparecidos.

Entre as vítimas está uma menina de 10 anos que morreu depois que uma árvore caiu em sua casa, de acordo com um relatório oficial divulgado à AFP.

Uma mulher foi levada para o sudeste enquanto tentava atravessar um rio, enquanto outra mulher e dois homens morreram em Porto Príncipe devido à tempestade, embora nenhum detalhe adicional tenha sido fornecido.

Na República Dominicana, com a qual o Haiti compartilha a ilha Hispaniola, Laura deixou três mortos em Santo Domingo.

A temporada de tempestades no Atlântico, que vai até novembro, pode ser especialmente severa neste ano. O Centro Nacional de Furacões dos EUA espera 25 e Laura é a décima segunda até agora.

No Haiti, muitos moradores com água até os joelhos tentavam no domingo salvar o que restou de suas casas inundadas. Os vendedores viam as águas das ruas levarem suas mercadorias.

Todos os anos, de junho a novembro, o Haiti fica sob a ameaça de ciclones, mas as fortes chuvas são suficientes para ameaçar a vida dos cidadãos mais desfavorecidos, forçados a viver em áreas de risco, perto de canais ou barrancos cheios de lixo.

Acompanhe tudo sobre:CaribeEstados Unidos (EUA)Furacões

Mais de Mundo

Aprovação de Lei de Bases marca nova fase de Milei, diz analista argentino

Irã está expandindo suas capacidades nucleares, diz agência de energia atômica da ONU

Inflação na Argentina cai pela metade e atinge 4,2% em maio

Suprema Corte dos EUA anula decisão que restringe acesso à pílula abortiva

Mais na Exame