Redação Exame
Publicado em 7 de junho de 2026 às 15h21.
A guarda-costeira de Taiwan afirmou neste domingo, 7, que mobilizou embarcações após uma operação marítima conduzida pela China em águas ao sudeste da ilha, aumentando a tensão na região.
Segundo as autoridades taiwanesas, quatro barcos chineses foram expulsos das chamadas “águas restritas” da ilha. As embarcações estariam agora a cerca de 61 quilômetros ao sudeste da extremidade sul de Taiwan.
Em comunicado, a guarda-costeira informou que os navios dos dois lados seguem em “situação de enfrentamento”. Taipei também acusou Pequim de usar negociações marítimas entre Japão e Filipinas como justificativa para reforçar reivindicações de soberania na região.
A operação chinesa foi anunciada no sábado pela agência estatal Xinhua. Segundo a imprensa oficial, o Ministério dos Transportes da China organizou uma “operação especial de aplicação da lei” em águas a leste de Taiwan, conduzida por autoridades marítimas das províncias de Fujian e Cantão.
Pequim não detalhou a duração nem o alcance da ação.
A China classificou como “ilegais” as negociações iniciadas recentemente entre Japão e Filipinas para delimitar fronteiras marítimas e zonas econômicas exclusivas próximas a Taiwan. O governo chinês afirma ter soberania sobre a área e considera Taiwan parte de seu território.
Na semana passada, Tóquio e Manila anunciaram o início das conversas para definir limites marítimos e plataformas continentais entre os dois países, movimento que provocou reação imediata de Pequim.
Taiwan respondeu neste domingo dizendo ter enviado navios para “responder adequadamente” à operação chinesa.
As tensões entre China e Taiwan vêm se intensificando nos últimos anos, especialmente em torno de disputas marítimas e da presença militar chinesa próxima à ilha.
*Com informações da AFP