Mundo

Suprema Corte da Índia decide descriminalizar o adultério no país

O tribunal considerou que a lei privava as mulheres de sua dignidade e de sua liberdade individual, e as tratava como se fossem propriedade dos maridos

SUPREMA CORTE DA ÍNDIA: após a decisão, os juízes afirmaram que o adultério é um motivo legítimo de divórcio (Anindito Mukherjee/Reuters)

SUPREMA CORTE DA ÍNDIA: após a decisão, os juízes afirmaram que o adultério é um motivo legítimo de divórcio (Anindito Mukherjee/Reuters)

A

AFP

Publicado em 27 de setembro de 2018 às 08h13.

Última atualização em 27 de setembro de 2018 às 08h13.

Priorizar nos meus resultados Google

A Corte Suprema da Índia descriminalizou nesta quinta-feira o adultério, ao declarar que a lei do período colonial era discriminatória para as mulheres.

Um artigo da lei permitia até agora a condenação a até cinco anos de prisão de qualquer homem que tivesse relações sexuais com uma mulher casada sem o consentimento de seu marido.

"Considerar o adultério de um ponto de vista criminal é uma medida retrógrada", afirmou o painel de cinco juízes da Corte Suprema, em uma decisão unânime.

De acordo com a lei derrubada nesta quinta-feira, as mulheres não eram autorizadas a apresentar nenhuma ação por adultério, nem poderiam ser julgadas responsáveis por adultério, o que deixava a questão como um caso sempre relacionado aos homens.

O tribunal considerou que a lei privava as mulheres de sua dignidade e de sua liberdade individual, e as tratava como se fossem propriedade dos maridos.

Os juízes, no entanto, afirmaram que o adultério é um motivo legítimo de divórcio.

Em 1954, a Corte Suprema manteve a penalização do adultério por considerar naquela época "que se aceita de forma comum que o homem é quem seduz e não a mulher".

Acompanhe tudo sobre:MulheresÍndiaJustiça

Mais de Mundo

Justiça do Paraguai decreta prisão preventiva de Santiago Peña

Votos não contabilizados em cartão de memória mudam eleição na Geórgia

Presidente de Israel dará ao líder da oposição a missão de formar governo

Terremoto de magnitude 4,7 atinge a costa do Equador, na província de Manabí