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Soberania japonesa sobre ilhas não é negociável, diz Abe

O futuro primeiro-ministro japonês defendeu uma linha inflexível na divergência territorial com a China


	Abe: "as ilhas Senkaku integram o território japonês", defendeu
 (Yoshikazu Tsuno/AFP)

Abe: "as ilhas Senkaku integram o território japonês", defendeu (Yoshikazu Tsuno/AFP)

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Da Redação

Publicado em 17 de dezembro de 2012 às 08h52.

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Tóquio - O futuro primeiro-ministro japonês, o conservador Shinzo Abe, afirmou nesta segunda-feira que a soberania japonesa sobre as ilhas Senkaku "não é negociável" com a China.

"As ilhas Senkaku integram o território japonês. O Japão possui e controla estas ilhas em virtude do direito internacional. Não é negociável", declarou Abe em uma entrevista coletiva, um dia depois da vitória nas eleições legislativas do Partido Liberal Democrata (PLD).

Durante a campanha eleitoral, Abe defendeu uma linha inflexível na divergência territorial com a China.

O PLD defende inclusive estudar a ideia de construir um porto nas ilhas em disputa, atualmente desabitadas, ou destacar funcionários japoneses para aumentar o controle sobre o arquipélago.

Tóquio e Pequim disputam há décadas a soberania das ilhas.

A China manifestou preocupação com a vitória de Abe e do PLD no Japão.


"Estamos muito preocupados com o rumo que o Japão pode tomar", disse Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

"Estas ilhas são parte integrante do território chinês", afirmou Hua, antes de destacar que a China está "disposta a trabalhar com o Japão para estabelecer relações estáveis".

As ilhas Senkaku, conhecidas como Diaoyu em chinês, são o epicentro de um conflito territorial que se agravou após a nacionalização pelo Japão, em setembro, de parte do arquipélago no mar da China Meridional.

Considerado um "falcão" na política externa, Abe prometeu na campanha inflexibilidade nas disputas territoriais do Japão com os vizinhos, em particular com a China.

Navios governamentais chineses entraram nos últimos meses em águas territoriais do arquipélago. Na quinta-feira, a crise ganhou novo tom quando um avião chinês sobrevoou as ilhas, o que o Japão considerou a primeira violação de seu espaço aéreo desde o agravamento do conflito.

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