Seul nega conflito de interesses em relações com China e EUA

É a primeira vez que o Executivo sul-coreano se pronuncia oficialmente sobre o assunto já que até agora tinha mantido a estratégia de permanecer em silêncio

Seul - O governo da Coreia do Sul negou nesta segunda-feira que haja um conflito de interesses em sua decisão de aderir ao novo banco chinês e ao mesmo tempo receber a instalação do escudo antimísseis americano THAAD.

"Receber as chamadas dos EUA e da China não é de modo algum uma dor de cabeça ou um dilema, mas mais uma bênção", afirmou em discurso em Seul o ministro das Relações Exteriores, Yun Byung-se, em relação ao suposto conflito de interesses das duas ações.

É a primeira vez que o Executivo sul-coreano se pronuncia oficialmente sobre o assunto já que até agora tinha mantido a estratégia de permanecer em silêncio para, segundo analistas, evitar atritos com os Estados Unidos, seu maior aliado histórico e militar, e com a China, seu principal parceiro econômico e comercial.

O conflito de interesses ente ambas as potências está relacionado principalmente à possível instalação na Coreia do Sul do escudo antimísseis americano THAAD, taxativamente rejeitado pela China, e a entrada no novo banco de investimentos AIIB, impulsionado por Pequim e que causa forte receio em Washington.

A Coreia do Sul confirmou na semana passada sua adesão ao AIIB como sócio-fundador em um gesto de afinidade com a China, o que fez muitos analistas apostarem que adotará o sistema de mísseis dos EUA para compensar.

O chanceler sul-coreano lamentou hoje em seu discurso que "alguns críticos locais interpretem a Coreia do Sul como um país que sofre os efeitos colaterais de uma briga entre as grandes potências".

No entanto, apontou que "a região da Ásia-Pacífico é suficientemente grande para acomodar uma China crescente e um Estados Unidos reequilibrado".

Washington tenta nesses dias convencer a Coreia do Sul da necessidade de adquirir seu sistema de intercepção de mísseis de grande altitude THAAD, avaliado em bilhões de euros, como meio mais eficaz para resistir à "importante ameaça" dos cada vez mais avançados mísseis da Coreia do Norte.

Pequim se opõe taxativamente ao THAAD, por considerá-lo uma ameaça para sua segurança, já que os potentes sistemas de radar seriam capazes de rastrear os movimentos de seu exército na parte oriental da China.

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