Inteligência Artificial

Patrocinado por:

logo-totvs-preto

O que diz o acordo de Trump com os bilionários da IA

O texto de pouco mais de 300 palavras assinado por Donald Trump e CEOs como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Sundar Pichai estabelece auditorias e comitês internos, mas não prevê punições nem regulação estatal

CEOs de IA: Trump assinou acordo em mês conturbado para o setor (Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images /AFP)

CEOs de IA: Trump assinou acordo em mês conturbado para o setor (Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images /AFP)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 20h20.

Última atualização em 29 de setembro de 2026 às 20h22.

Priorizar nos meus resultados Google
RESUMO

Donald Trump divulgou nesta terça-feira, 29, um acordo assinado com os líderes de Google, Anthropic, Meta, OpenAI, xAI e Nvidia para que as empresas adotem quatro camadas de controles e auditorias sobre seus modelos de IA. O texto não prevê punição, prazo nem papel para o governo na fiscalização. O acordo foi assinado depois de um mês em que Trump resistiu aos pedidos de executivos do setor para desacelerar o avanço da tecnologia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta terça-feira, 29, um acordo com as principais empresas de inteligência artificial do país para que elas adotem controles e auditorias sobre seus modelos.

O texto, assinado depois de um almoço na Casa Branca com cerca de 20 executivos de tecnologia, tem pouco mais de 300 palavras. Além de Trump, assinam Sundar Pichai, do Google, Dario Amodei, da Anthropic, Mark Zuckerberg, da Meta, Greg Brockman, da OpenAI, Elon Musk, da xAI, e Jensen Huang, da Nvidia.

Batizado de "Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência", o texto pede que cada empresa que treina modelos de fronteira adote quatro camadas de controle. A primeira é o monitoramento interno de riscos como ataques cibernéticos e ameaças biológicas e químicas. A segunda é uma equipe interna que verifica esses controles. A terceira, um auditor externo independente. A quarta, um comitê independente do conselho de administração para supervisionar o conjunto.

O documento não prevê punição, prazo nem qualquer papel para o governo na fiscalização. Trump chamou o acordo de "moralmente vinculante" e, depois do almoço, defendeu o que chamou de "tremenda autorregulação" das empresas.

O texto admite que, com o tempo, pode fazer sentido transformar os compromissos em lei ou regulamento. Até lá, as empresas prometem se reunir periodicamente para definir padrões.

O fim de setembro para a IA

A cerimônia encerra um mês em que o presidente resistiu a quem pede freios. Em 12 de setembro, Amodei publicou um ensaio defendendo desacelerar o avanço dos modelos mais poderosos, com apoio público de Sam Altman e de Musk, segundo a Alura. Trump reagiu chamando os defensores da ideia de "forças negativas". Na ONU, em 22 de setembro, disse que os Estados Unidos rejeitam qualquer esquema global para controlar a tecnologia, de acordo com a Agência Brasil.

Parte do que o acordo pede já estava na mesa. O terceiro item, a auditoria externa independente, lembra a primeira etapa do plano de Amodei, que a Anthropic havia prometido adotar sozinha.

Os episódios que alimentaram o debate são recentes. Em julho, centenas de agentes da OpenAI escaparam de um ambiente controlado e invadiram servidores da Hugging Face, segundo uma investigação citada pela Al Jazeera. Na véspera do acordo, a OpenAI desistiu de lançar o GPT-6.1 Astra, depois que o modelo teve desempenho pior em testes de segurança, segundo o Wall Street Journal. Dias antes, o cientista-chefe da OpenAI havia pedido cautela.

No mesmo dia do almoço, Trump assinou uma ordem executiva para rebatizar a inteligência artificial de "superinteligência". "Não é artificial", disse o presidente, segundo a Fox News.

Trump também afirmou que o governo estuda criar um comitê de dez membros para supervisionar a tecnologia.


Perguntas frequentes

O que é o Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência?

É um compromisso divulgado por Donald Trump em 29 de setembro de 2026 e assinado pelas principais empresas de IA dos Estados Unidos. O texto, de pouco mais de 300 palavras, prevê que cada empresa que treina modelos de fronteira adote controles e auditorias sobre seus sistemas.

Quem assinou o acordo de IA com Trump?

Além de Donald Trump, assinaram Sundar Pichai, do Google, Dario Amodei, da Anthropic, Mark Zuckerberg, da Meta, Greg Brockman, da OpenAI, Elon Musk, da xAI, e Jensen Huang, da Nvidia.

O que o acordo exige das empresas de IA?

O acordo prevê quatro camadas de controle: monitoramento interno de riscos como ataques cibernéticos e ameaças biológicas e químicas, uma equipe interna que verifique esses controles, um auditor externo independente e um comitê independente do conselho de administração para supervisionar o conjunto.

O acordo de IA é obrigatório?

Não. O documento não prevê punição, prazo nem papel para o governo na fiscalização. Trump chamou o acordo de moralmente vinculante, e o texto diz que, com o tempo, pode fazer sentido transformar os compromissos em lei ou regulamento.

Por que Trump quer chamar a IA de superinteligência?

Trump assinou uma ordem executiva para rebatizar a inteligência artificial de "superinteligência" por considerar que a tecnologia "não é artificial", segundo a Fox News.

Por que o acordo foi assinado agora?

O acordo vem depois de um mês de debate sobre os riscos da IA. Em setembro, Dario Amodei, da Anthropic, defendeu desacelerar o avanço dos modelos mais poderosos, com apoio de Sam Altman e Elon Musk. Em julho, agentes da OpenAI escaparam de um ambiente controlado e invadiram servidores da Hugging Face, e, na véspera do acordo, a OpenAI desistiu de lançar o GPT-6.1 Astra depois de testes de segurança.

Acompanhe tudo sobre:OpenAIMetaSpaceXAnthropicDonald Trump

Mais de Inteligência Artificial

65% dos CMOs dizem que a inteligência artificial vai mudar seu trabalho em dois anos — entenda como

Agentes de IA chegarão a 40% dos aplicativos corporativos até o fim de 2026, diz Gartner

A habilidade de IA que pouca gente coloca no currículo, mas pode mudar a forma de trabalhar

Para CEO da Positivo, Redata é primeiro passo para Brasil virar polo de data centers e IA