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Rússia recomenda evitar Cuba e envia petróleo

Moscou suspende voos, orienta turistas a não irem à ilha e prevê envio de petróleo como ajuda humanitária

07 de setembro de 2023, Brandemburgo, Schwedt/Oder: Instalações de processamento de petróleo bruto nas instalações da PCK-Raffinerie GmbH à noite. A refinaria na região de Uckermark, no nordeste de Brandemburgo, fornece combustível para grande parte do nordeste da Alemanha. É de propriedade majoritária de duas subsidiárias da estatal russa Rosneft. Até o final de 2022, a PCK processava principalmente petróleo bruto da Rússia. Após as sanções impostas devido à guerra de agressão da Rússia à Ucrânia, o governo alemão decidiu interromper o uso do petróleo russo. Como alternativa, o petróleo vem via Danzig e Rostock e do Cazaquistão. Em setembro de 2022, o governo alemão impôs uma tutela à Rosneft Deutschland e à RN Refining & Marketing, proprietárias majoritárias da PCK. A medida foi justificada com base em uma ameaça iminente à segurança do fornecimento em decorrência do ataque russo à Ucrânia. Foto: Patrick Pleul/dpa (Foto de Patrick Pleul/picture alliance via Getty Images)
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07 de setembro de 2023, Brandemburgo, Schwedt/Oder: Instalações de processamento de petróleo bruto nas instalações da PCK-Raffinerie GmbH à noite. A refinaria na região de Uckermark, no nordeste de Brandemburgo, fornece combustível para grande parte do nordeste da Alemanha. É de propriedade majoritária de duas subsidiárias da estatal russa Rosneft. Até o final de 2022, a PCK processava principalmente petróleo bruto da Rússia. Após as sanções impostas devido à guerra de agressão da Rússia à Ucrânia, o governo alemão decidiu interromper o uso do petróleo russo. Como alternativa, o petróleo vem via Danzig e Rostock e do Cazaquistão. Em setembro de 2022, o governo alemão impôs uma tutela à Rosneft Deutschland e à RN Refining & Marketing, proprietárias majoritárias da PCK. A medida foi justificada com base em uma ameaça iminente à segurança do fornecimento em decorrência do ataque russo à Ucrânia. Foto: Patrick Pleul/dpa (Foto de Patrick Pleul/picture alliance via Getty Images) (picture alliance / Colaborador/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 11h08.

A Rússia recomendou nesta quinta-feira que seus cidadãos não viajem a Cuba diante da crise energética enfrentada pela ilha. O Ministério da Economia orientou que turistas russos se abstenham de viajar ao país até a normalização da situação.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que a recomendação deve ser considerada por todos que planejam visitar a ilha. A pasta também solicitou que operadoras e agências suspendam vendas de passagens e pacotes turísticos para o destino.

As companhias aéreas russas suspenderão temporariamente os voos para Cuba após evacuarem os turistas retidos, segundo informou a agência de aviação civil Rosaviatsia.

A Rússia é a segunda principal origem de turistas para Cuba, atrás apenas do Canadá. Em 2025, 131 mil russos visitaram a ilha.

Envio de petróleo como ajuda

Fontes da embaixada russa em Havana informaram ao jornal Izvestia que Moscou prevê o envio em breve de uma carga de petróleo e derivados como ajuda humanitária.

A última remessa de petróleo bruto enviada pela Rússia a Cuba foi de 100.000 toneladas, em fevereiro de 2025, por determinação do presidente Vladimir Putin.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que Moscou e Havana estudam alternativas para mitigar os efeitos da crise energética.

Zakharova afirmou que ações de forças externas, incluindo a suspensão de comunicações aéreas, contribuem para o agravamento da situação energética na ilha.

No último domingo, o governo cubano alertou companhias aéreas internacionais que o país ficaria sem combustível de aviação a partir de segunda-feira, em razão do embargo petrolífero dos Estados Unidos.

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