Gadi Eisenkot: ex-chefe militar e principal rival de Benjamin Netanyahu recebeu a missão de tentar formar um novo governo em Israel. (Jewel Samad/AFP)
Repórter
Publicado em 8 de novembro de 2026 às 12h29.
Última atualização em 8 de novembro de 2026 às 12h31.
O presidente israelense encarregou Gadi Eisenkot, rival de Netanyahu, de formar um novo governo após eleições sem maioria clara. Eisenkot tem 28 dias para negociar uma coalizão, representando um revés político para Netanyahu. O processo permanece em andamento enquanto as negociações continuam.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, concedeu oficialmente neste domingo, 8, ao ex-chefe militar Gadi Eisenkot a missão de formar um novo governo.
Principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Eisenkot terá 28 dias para negociar uma coalizão após as eleições parlamentares de 27 de outubro, que não deram maioria a nenhum dos dois blocos.
A escolha representa um revés político para Netanyahu, cujo bloco religioso-nacionalista perdeu a maioria no Parlamento, segundo Reuters. Apesar disso, o primeiro-ministro permanece no cargo enquanto as negociações para a formação de um novo governo continuam.
Eisenkot recebeu o maior número de recomendações dos partidos consultados pelo presidente, incluindo legendas árabes que não integram sua aliança. O apoio à indicação, porém, não significa que esses partidos tenham concordado em participar de um governo liderado por ele.
O ex-militar defendeu a formação de um governo de emergência nacional. "Agora é o momento de formar um governo de emergência nacional. Farei tudo o que puder para garantir que estejamos à altura", escreveu na rede social X.
As eleições de 27 de outubro produziram um Parlamento dividido. O Likud, partido de Netanyahu, conquistou 27 das 120 cadeiras do Knesset, tornando-se a maior legenda isolada. Sua coalizão, entretanto, alcançou apenas 53 deputados, abaixo dos 61 necessários para formar maioria.
O Yashar, partido de Eisenkot, elegeu 21 parlamentares e ficou em segundo lugar. A aliança liderada pelo ex-militar, formada por quatro partidos de diferentes posições políticas, conquistou 48 cadeiras.
Outros 19 assentos ficaram com dois partidos representantes da minoria árabe de Israel, resultado sem precedentes para essas legendas.
Embora Eisenkot tenha descartado uma coalizão com partidos árabes, seus representantes recomendaram ao presidente que ele recebesse a primeira oportunidade de formar governo, em oposição a Netanyahu e seus aliados de extrema direita.