Relatório americano denuncia falhas de segurança em Benghazi

Documento conclui ainda que os serviços de inteligência americanos não tinham, antes do ataque, "nenhuma informação imediata e específica" sobre uma ameaça terrorista contra o consulado

Um relatório oficial, divulgado na terça-feira, critica o Departamento de Estado pelas falhas de segurança no consulado dos Estados Unidos em Benghazi, que em 11 de setembro foi atacado por islamistas, que mataram o embaixador americano na Líbia.

O relatório é fruto do trabalho de três meses de uma comissão independente, um Comitê de Revisão (ARB) da ação do governo dos Estados Unidos, criado pela administração da secretária de Estado, Hillary Clinton.

O documento conclui ainda que os serviços de inteligência americanos não tinham, antes do ataque, “nenhuma informação imediata e específica” sobre uma ameaça terrorista contra o consulado.

O relatório, cuja parte “não confidencial” foi publicado pelo Departamento de Estado, critica as “falhas e deficiências dos serviços do Departamento de Estado, que resultou na implementação de um dispositivo de segurança no consulado em Benghazi, que foi amplamente inadequado para enfrentar o ataque” de 11 de setembro.

Os Estados Unidos enviarão centenas de fuzileiros para reforçar a proteção de suas sedes diplomáticas, informou nesta terça-feira a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, em mensagem enviada ao Congresso junto ao relatório do governo sobre o ataque ao consulado dos EUA na cidade líbia de Benghazi.

O ataque, cometido com explosivos e armas de guerra por militantes islamitas ligados à Al-Qaeda, matou o embaixador Christopher Stevens e três agentes americanos.