Gustavo Petro (Colômbia) e Donald Trump (EUA): presidente colombiano repudiou as ameaças do líder americano (FEDERICO PARRA/AFP)
Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 20h28.
A relação entre Colômbia e Estados Unidos “será relançada” com a visita do presidente colombiano, Gustavo Petro, ao presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, prevista para esta terça-feira, 3. A avaliação foi feita pela ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, após sua chegada a Washington.
Segundo a chanceler, o encontro deve marcar um ponto de virada em uma relação descrita como conturbada entre os dois líderes. “A relação será relançada com esta reunião e trará avanços muito importantes no aspecto social, no bom entendimento diplomático e também no econômico, para a região”, afirmou Villavicencio à imprensa.
A ministra disse que a delegação colombiana chegou aos Estados Unidos com esse espírito e falou ao lado do ministro da Defesa, Pedro Sánchez. Segundo ele, “a mensagem é clara: as nações ganham e os criminosos perderão” com o encontro entre os presidentes.
Expoente da esquerda latino-americana, Gustavo Petro enfrentou momentos de forte tensão com Washington. Em setembro de 2025, após uma passagem controversa pela Assembleia Geral da ONU, o presidente colombiano chegou a ficar sem visto para entrar nos Estados Unidos, depois de incentivar os americanos a enfrentarem Trump.
O presidente americano, por sua vez, acusou Petro de ser um “líder do narcotráfico” e afirmou que ele deveria “cuidar do seu traseiro” para não levar a Colômbia ao mesmo destino da Venezuela.
A situação começou a ser destravada após um telefonema entre os dois líderes, que abriu caminho para o anúncio da visita, conduzida de forma discreta pelas duas partes.
Até o momento, a Casa Branca não informou se a reunião entre Petro e Trump terá interação com a imprensa. O presidente colombiano, no entanto, tem uma coletiva de imprensa prevista ao final da visita.
Petro, que termina seu mandato ainda neste ano, permanecerá quatro dias em Washington. Durante a estadia, ele terá encontros com congressistas americanos, será recebido na Organização dos Estados Americanos (OEA) e fará uma palestra na Universidade de Georgetown.
*Com informações da AFP