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Roma começa a cobrar taxa de turistas para acesso à Fontana di Trevi

Taxa de 2 euros busca conter superlotação, financiar manutenção do monumento e ampliar acesso gratuito de moradores a museus

 (Andreas Solaro/AFP)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 19h54.

Última atualização em 2 de fevereiro de 2026 às 19h58.

A Fontana di Trevi, em Roma, começou a cobrar entrada de turistas nesta segunda-feira, 2, tornando-se mais um monumento europeu a adotar taxas para lidar com a superlotação provocada pelo turismo de massa.

Para acessar a área cercada em frente à fonte barroca, os visitantes passaram a pagar uma taxa de dois euros (R$ 12,41). A cobrança permite uma permanência mais organizada no espaço, que segue atraindo multidões ao longo do dia.

Mesmo com a novidade, grande parte da praça permanece aberta ao público, e muitos turistas optam por tirar fotos à distância, sem pagar pela entrada mais próxima do monumento.

A prefeitura de Roma estima que a cobrança possa gerar ao menos seis milhões de euros (R$ 37,22 milhões) por ano. Segundo a administração municipal, parte dos recursos será destinada ao pagamento de 25 atendentes contratados para atuar na bilheteria e orientar o fluxo de visitantes na área delimitada da escadaria até a fonte.

Outra parcela da arrecadação deverá financiar a entrada gratuita de moradores de Roma em museus da capital italiana, de acordo com a área de turismo do município.

A Fontana di Trevi é um dos principais cartões-postais da cidade e cenário de uma das cenas mais emblemáticas do filme "La Dolce Vita", de Federico Fellini. Nos últimos anos, o local passou a figurar no centro do debate sobre os impactos do turismo em excesso nos pontos históricos da Europa.

*Com informações da AFP

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