Reino Unido terá redes 5G sem comprometer segurança, diz Johnson

Primeiro-ministro do Reino Unido enfrenta pressão dos Estados Unidos para bloquear a Huawei, acusada de trabalhar para o governo da China

Londres — O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta segunda-feira que tomará uma decisão sobre o papel da Huawei nas redes 5G do país que beneficiará consumidores e empresas sem comprometer a segurança nacional.

Johnson deve decidir na terça-feira qual o papel da Huawei nas redes 5G do Reino Unido, e enfrenta intensa pressão do governo dos Estados Unidos para bloquear a empresa chinesa acusada por Washington de trabalhar a serviço do governo de Pequim.

Quando perguntado sobre a Huawei nesta segunda-feira, o premiê britânico disse que havia uma maneira de permitir que consumidores e empresas acessem a nova tecnologia sem comprometer os relacionamentos de segurança com a aliança de inteligência Five Eyes, liderada pelos EUA.

“O caminho a seguir, claramente, é ter um sistema que ofereça às pessoas deste país o tipo de benefício que os consumidores desejam através da tecnologia 5G … mas não comprometa de maneira alguma nossa infraestrutura nacional crítica, nossa segurança ou prejudique nossa capacidade de trabalhar em conjunto com outros poderes de inteligência em todo o mundo”, afirmou Johnson.

“Portanto, as relações de segurança do Five Eyes que temos vamos manter fortes e seguras”, acrescentou. “Vamos apresentar uma solução que nos permita alcançar esses dois objetivos.”

No que alguns compararam à corrida armamentista da Guerra Fria, os EUA estão preocupados com a possibilidade de que o domínio de redes 5G dará a qualquer concorrente global como a China vantagem que Washington não está pronta para aceitar.

A Huawei, maior produtora mundial de equipamentos de telecomunicações, nega que seja um veículo para a inteligência chinesa e diz que os EUA querem prejudicá-la porque nenhuma empresa norte-americana pode oferecer a mesma variedade de tecnologia 5G a um preço competitivo.

A Reuters informou em 23 de janeiro que autoridades britânicas haviam proposto conceder à Huawei um papel limitado na futura rede 5G do Reino Unido, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

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