Príncipe William inicia visita Palestina e se reúne com Abbas

Depois de se reunir com o primeiro-ministro israelense, o príncipe fez a primeira viagem de integrante da família real britânica à Palestina

Ramala – O príncipe William do Reino Unido começou nesta quarta-feira sua visita à Palestina com uma reunião em Ramala com o presidente Mahmoud Abbas, após uma curta passagem em Israel, na primeira viagem oficial de um integrante da Casa Real britânica desde o fim de seu protetorado sobre a região em 1948.

O neto de Elizabeth II foi recebido na Muqata (palácio presidencial) e deve participar de vários encontros culturais e oficiais após sua reunião com Abbas, entre eles assistir a um espetáculo de Dabke, a dança tradicional palestina.

“Estamos emocionados que o príncipe William comece sua visita histórica aos territórios palestinos ocupados hoje”, informou o consulado britânico em Jerusalém, que ontem qualificou a visita de “momento histórico”.

A terminologia usada na agenda da Casa Real britânica – que considera a visita que o príncipe fará amanhã a Jerusalém Oriental como parte de sua viagem aos “territórios palestinos ocupados”, como a maior parte da comunidade internacional denomina essa parte da cidade, gerou controvérsia entre algumas figuras da política israelense.

Ontem, o duque de Cambridge se reuniu em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente, Reuven Rivlin, em encontros que estiveram marcados pelo rígido protocolo e o tom cordial.

Em sua reunião com Rivlin, este lhe pediu que transmitisse uma mensagem a Abbas para que palestinos e israelenses voltem a buscar juntos a paz.

Hoje, William realizou os últimos compromissos de sua agenda israelense em Tel Aviv, onde se encontrou com a cantora ganhadora do Eurovision 2018, Netta Barzilay, com quem passeou e conversou por alguns minutos pelo centro da cidade, e visitou um centro cultural onde se encontrou com jovens ativistas.

Ontem à noite, o príncipe foi recebido na embaixada do Reino Unido em Ramat Gan, na região de Tel Aviv, em um jantar ao qual compareceram cerca de 400 pessoas, incluídos líderes políticos israelenses, entre eles Netanyahu.

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