Pezeshkian assume liderança em período de transição após assassinato de Khamenei (ATTA KENARE / AFP)
Redação Exame
Publicado em 1 de março de 2026 às 08h38.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo, 1º, que o assassinato do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, representa uma "declaração aberta de guerra contra os muçulmanos" e legitima uma resposta de Teerã contra Israel e os Estados Unidos.
"O assassinato do mais alto cargo político da República Islâmica do Irã e destacado líder e autoridade religiosa do mundo xiita, por parte do maldito eixo americano-sionista, é considerado uma declaração aberta de guerra contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todos os cantos do mundo", disse Pezeshkian em comunicado.
Ali Khamenei, o aiatolá que comandou o Irã por mais de três décadasO presidente classificou o episódio como "a maior provação que o mundo islâmico enfrenta hoje" e defendeu as represálias adotadas pelo país, com ataques a diferentes pontos do Oriente Médio, sobretudo em nações aliadas dos Estados Unidos que abrigam bases militares americanas.
"A República Islâmica do Irã considera o acerto de contas e a vingança contra os autores materiais e intelectuais deste crime histórico como seu dever e seu direito legítimo, e empregará todas as suas capacidades para cumprir com esta grande responsabilidade e obrigação", afirmou.
Segundo a agência estatal IRNA, Pezeshkian assumiu a liderança do país após a morte de Khamenei, durante um "período de transição", ao lado do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, e de um jurista do Conselho dos Guardiães.
No poder desde julho de 2024, o presidente elogiou a "grande e divina liderança" de Khamenei, que, segundo ele, se apoiou "na vontade, no voto e na opinião do povo", o que "concedeu dignidade e honra à nação iraniana e foi um espinho no olho dos inimigos do Islã e do Irã".
De Trump a Khamenei: quem é quem no conflito entre EUA, Irã e IsraelYousef Pezeshkian, filho do presidente, afirmou que tentativas de assassinar seu pai fracassaram e que ele está bem.
Também neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã com "uma força nunca antes vista" caso o país cumpra a promessa de vingar a morte de Khamenei com uma ofensiva contra EUA e Israel.
Apesar da ameaça, o Irã manteve pela manhã ataques contra Israel, com diferentes ondas de mísseis. As ações acionaram sirenes antiaéreas em cidades como Tel Aviv e Jerusalém e geraram explosões no céu provocadas por interceptações.
*Com informações da EFE