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Trump dá ultimato ao Irã e promete “inferno” se Estreito de Ormuz não for aberto em 48 horas

Presidente dos EUA eleva o tom contra o Irã e impõe novo prazo, enquanto ONU enfrenta impasse sobre segurança na região

Trump: presidente norte-americano volta a ameaçar Irã (Alex Brandon/POOL/AFP)

Trump: presidente norte-americano volta a ameaçar Irã (Alex Brandon/POOL/AFP)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 4 de abril de 2026 às 11h55.

Última atualização em 4 de abril de 2026 às 14h11.

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, enfatizou que o Irã tem 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz. A autoridade voltou a fazer ameaças ao país e disse que, caso contrário, o "inferno" poderia recair sobre o Irã. A informação foi publicada na rede social oficial do presidente neste sábado, 4.

"Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!", escreveu o presidente norte-americano em sua rede social Truth Social.

Trump mencionou o prazo de 10 dias que havia estabelecido originalmente para que o Irã reabrisse o estreito.

Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou que suspenderia temporariamente ordens de ataque a instalações de energia iranianas durante esse período. O governo do Irã, por sua vez, declarou que não atenderia ao prazo definido por Trump e afirmou que reagiria a qualquer ofensiva contra seu território.

ONU adia votação sobre uso da força no Estreito de Ormuz

A ONU decidiu adiar para a próxima semana a votação no Conselho de Segurança de uma resolução proposta pelo Barein, que visa proteger a navegação comercial dentro e nas proximidades do Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Originalmente marcada para sexta-feira, 3, e depois remarcada para sábado, 4, a reunião com os 15 membros do Conselho não ocorreu, segundo diplomatas ouvidos pela Reuters, devido à resistência de três dos cinco países com poder de veto à proposta que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança da navegação no estreito controlado pelo Irã, segundo diplomatas ouvidos pela Reuters.

O Barein, que atualmente preside o Conselho de Segurança e conta com o apoio dos Estados Unidos e de outras nações do Golfo, apresentou a versão final do texto na quinta-feira, 2. No mesmo dia, o enviado chinês à ONU, Fu Cong, manifestou oposição ao uso da força.

França e Rússia, também membros permanentes com poder de veto, já sinalizaram que não apoiarão a medida.

Se aprovada, a resolução representaria o primeiro aval formal da ONU para o uso da força no contexto do conflito no Estreito de Ormuz.

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