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PPS deixa governo do DF por denúncias contra Agnelo Queiroz

A decisão inclui a entrega de todos os cargos ocupados pelo partido nas várias áreas do governo do DF

No começo de abril, 19 dos 24 deputados distritais do DF divulgaram um comunicado em apoio a Agnelo

No começo de abril, 19 dos 24 deputados distritais do DF divulgaram um comunicado em apoio a Agnelo

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Renata Giraldi

8 de maio de 2012, 15h56

Brasília – O governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT), sofreu hoje (8) uma baixa na sua base aliada – formada pelo PT, PMDB, PSB, PSL e PCdoB. A Executiva Nacional do PPS decidiu, por unanimidade, deixar de integrar a base de apoio ao governo. A decisão inclui a entrega de todos os cargos ocupados pelo partido nas várias áreas do governo do DF.

A medida foi tomada pelo PPS como reação às denúncias de envolvimento de Agnelo com o empresário de jogos ilegais, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, conforme investigações da Polícia Federal.

A decisão foi definida em uma longa reunião nesta manhã, na qual estava presente o presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (PE). A decisão recebeu 16 votos favoráveis e nenhum contrário. Há cerca de duas semanas, o PPS distrital havia decidido manter-se na base aliada do governo do DF. Na esfera nacional, o PPS é um dos partidos que fazem oposição ao governo Dilma Rousseff (PT).

Na reunião de hoje, Freire alertou sobre a necessidade de defender o que chamou de “decência” por meio de exemplos e não só palavras. Segundo ele, as denúncias envolvendo Carlinhos Cachoeira e Agnelo se “avolumaram”, agravando a situação.

Para o presidente do PPS, manter o partido na base é assumir o que classificou de ônus desnecessário. O deputado federal Augusto Carvalho (DF) acrescentou que é necessário que a legenda reveja sua posição em todos os estados nos quais há indícios de ligações dos governadores com Cachoeira, como Goiás e Rio de Janeiro.

No começo de abril, 19 dos 24 deputados distritais do DF divulgaram um comunicado em apoio a Agnelo. Em nota oficial, os parlamentares disseram acreditar que o Distrito Federal passou por “problemas profundos” e que o governador representa uma “ruptura com esse passado”.