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Por que Macron está usando óculos azuis em reuniões?

Novo look do presidente viraliza em redes sociais e tem razão médica.

Emmanuel Macron, presidente da França, durante reunião da Otan, em Ancara (Ludovic Marin/AFP)

Emmanuel Macron, presidente da França, durante reunião da Otan, em Ancara (Ludovic Marin/AFP)

Publicado em 8 de julho de 2026 às 16h44.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 16h49.

O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a chamar a atenção na cúpula da Otan, em Ancara, ao usar óculos escuros em ambientes internos.

O acessório, que já havia despertado especulações durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, reapareceu em um dos principais encontros diplomáticos do ano, a cúpula da Otan que ocorre nesta terça e quarta, mas continua tendo uma explicação médica, e não estética.

Segundo o Palácio do Eliseu, centro do governo francês, Macron adotou os óculos após desenvolver uma hemorragia subconjuntival, condição provocada pelo rompimento de um pequeno vaso sanguíneo sob a membrana transparente que recobre a parte branca do olho.

Embora o quadro possa deixar o olho avermelhado e causar sensibilidade temporária à luz, médicos afirmam que a condição é considerada benigna, não compromete a visão e, na maioria dos casos, desaparece espontaneamente em uma a duas semanas.

Emmanuel Macron, com líderes estrangeiros durante reunião da Otan

Emmanuel Macron, com Donald Trump e outros líderes durante reunião da Otan (Saul Loeb/AFP)

Diplomacia, moda e publicidade

Apesar de inicialmente ter sido descrita como temporária, a necessidade de usar os óculos prolongou-se por vários meses. A presença de Macron na cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia, utilizando novamente o acessório, indica que a sensibilidade ocular persiste e continua exigindo medidas preventivas, embora o Palácio do Eliseu não tenha informado de mudanças no diagnóstico.

No entanto, para os artesãos da Maison Henry Jullien, em Jura, no leste da França — onde os óculos que Macron usa são fabricados há mais de 100 anos —, tratava-se de uma publicidade sem preço.

Stefano Fulchir, presidente da iVision Tech — a empresa italiana proprietária da Henry Jullien —, contou que só soube da preferência do presidente quando óticas francesas lhe ligaram em janeiro dizendo: "O presidente está usando nossos óculos!" Com a repercussão da notícia, o site da empresa caiu e ficou fora do ar por grande parte do dia.

"Minha primeira reação pode ser resumida em uma palavra: uau! Não foi um dia comum. Sinto-me muito honrado por o presidente estar usando nossos óculos", disse Fulchir à mídia.

Segundo Fulchir, o gabinete de Macron havia entrado em contato com a empresa em 2024 para comprar um par de óculos de sol Pacific S 01 Double Gold (avaliados em 659 euros) como presente diplomático para a cúpula do G20, além de um segundo par para uso pessoal.

"Eu disse que teria prazer em enviar um par de cortesia, mas eles recusaram. Ele não quis recebê-los como presente; queria comprá-los pessoalmente. O presidente francês deu muita atenção ao fato de que os óculos eram inteiramente fabricados na França."

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