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Por que animais na Dinamarca se mexem mesmo depois de mortos

Visons foram exterminados por carregar coronavírus mutante transmissível a humanos; governo quer desenterrar e incinerar os animas após se mexerem na cova

 (AFP/AFP)

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Reuters

Publicado em 27 de novembro de 2020 às 13h04.

Última atualização em 27 de novembro de 2020 às 20h45.

O governo da Dinamarca disse nesta sexta-feira que quer desenterrar visons que foram abatidos para evitar a disseminação do coronavírus, já que alguns ressurgiram em valas coletivas.

O país ordenou que todos os visons de criadouros fossem abatidos no início deste mês depois de descobrir que 12 pessoas foram infectadas por uma linhagem do vírus causador da covid-19 que passou por uma mutação e que passou dos humanos para os visons e destes voltou aos humanos.

A decisão levou à aniquilação de 17 milhões de animais e à renúncia de Morgens Jensen, ministro dos Alimentos e da Agricultura, depois que se determinou que a ordem foi ilegal.

Os visons mortos foram lançados em trincheiras em uma área militar do oeste dinamarquês e cobertos com dois metros de terra --mas centenas começaram a emergir, empurrados para fora do solo pelos gases da decomposição, de acordo com as autoridades, e os jornais se referiram a eles como "visons zumbis".

O substituto de Jensen, Rasmus Prehn, disse também nesta sexta-feira que apoia a ideia de retirar os animais e incinerá-los. Ele acrescentou que pediu que a agência de proteção ambiental analise se isto pode ser feito, e o Parlamento será informado sobre o assunto na segunda-feira.

Os locais de enterro macabros, vigiados 24 por dia para manter pessoas e animais à distância, levaram moradores da área a se queixarem de possíveis riscos à saúde, mas as autoridades disseram não haver perigo de propagação do coronavírus das valas.

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