Mundo

Planos de defesa do Japão têm China e ilhas como foco

País vai criar uma nova unidade militar anfíbia e deslocar drones de vigilância não armados para a região Sudoeste


	Primeiro-ministro japonês Shinzo Abe: versões finais das diretrizes da defesa, que estabelecem a política de defesa do Japão nos próximos dez anos, e do plano de reforço militar
 (AFP)

Primeiro-ministro japonês Shinzo Abe: versões finais das diretrizes da defesa, que estabelecem a política de defesa do Japão nos próximos dez anos, e do plano de reforço militar (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de dezembro de 2013 às 10h18.

Tóquio - O Japão vai criar uma nova unidade militar anfíbia e deslocar drones de vigilância não armados para a região Sudoeste, onde mantém atritos com a China sobre a posse de ilhas, de acordo com os novos planos de defesa do país, divulgados nesta quarta-feira.

O primeiro-ministro Shinzo Abe ordenou uma revisão na política de defesa depois de retornar ao cargo em dezembro do ano passado, prometendo fortalecer os militares e ampliar o papel do Japão na segurança global.

O novo plano de reforço militar e as diretrizes de defesa, a serem aprovados pelo governo na semana que vem, se segue à declaração da China, em novembro, de criação de uma nova zona de identificação de defesa aérea que inclui as ilhas disputadas, o que provocou protestos em Tóquio, bem como em Washington e Seul.

Os esboços dos dois planos foram divulgados em uma reunião de deputados do governista Partido Liberal-Democrático (PLD) e mostrados a repórteres.

As versões finais das diretrizes da defesa, que estabelecem a política de defesa do Japão nos próximos dez anos, e do plano de reforço militar, chamado de programa de defesa de médio prazo e que abrange um período de cinco anos, serão revelados na próxima terça-feira.

Citando preocupações do Japão com o que define como tentativas da China de mudar o status quo pelo uso da força, a diretriz diz que o Japão "vai responder calma e resolutamente à rápida expansão e estabelecimento de atividades aéreas e marítimas da China".

Numa amostra das tensões entre a segunda e a terceira maior economia do mundo, o Ministério de Relações Exteriores da China disse que o país não é uma ameaça para nenhuma nação e que está acompanhando as iniciativas do Japão.

"A China está acompanhando de perto a direção política e a estratégia de segurança do Japão. A crítica irracional do Japão às atividades marítimas normais da China e seu exagero sobre as ameaças da China ocultam motivos políticos", disse o porta-voz do ministério, Hong Lei, em seu contato diário com a imprensa.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPaíses ricosÁsiaChinaJapãoShinzo Abe

Mais de Mundo

Qual é o argumento de Maduro para questionar prisão nos EUA?

EUA assinam acordo de cooperação nuclear com Arábia Saudita

Áustria inaugura delegacia na casa de Adolf Hitler para afastar neonazistas

Nicarágua quer acabar com as eleições de vez; Parlamento votará lei contra oposição