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Pirataria na Somália custou cerca de US$ 7 bilhões em 2011

Do total, 2 bilhões de dólares foram gastos em operações militares, equipamentos e seguranças para proteger as embarcações

A média dos resgates pagos aos piratas passou de quatro milhões de dólares em 2010 a cinco milhões em 2011
 (Spanish Ministry of Defence/AFP)

A média dos resgates pagos aos piratas passou de quatro milhões de dólares em 2010 a cinco milhões em 2011 (Spanish Ministry of Defence/AFP)

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Da Redação

Publicado em 8 de fevereiro de 2012 às 11h39.

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Washington - A pirataria na Somália teve um custo em nível mundial de cerca de 7 bilhões de dólares em 2011, dos quais 2 bilhões em operações militares, equipamentos e seguranças para proteger as embarcações, revelou nesta quarta-feira um grupo de monitoramento com base nos Estados Unidos.

O Oceans Beyond Piracy indicou que 80% destes custos foram pagos pela indústria marítima, enquanto o resto foi coberto pelos governos.

Sobre este montante total, cerca de 2,7 bilhões de dólares foram gastos em 2011 em combustível, para permitir que os navios navegassem em maior velocidade nas zonas de alto risco, informou o grupo, que também advertiu para gastos de 1,3 bilhão de dólares em operações militares e de 1,1 bilhão para pagar guardas armados e equipamentos de segurança.

O Oceans Beyond Piracy também destacou que 635 bilhões de dólares foram desembolsados pelas seguradoras, entre 486 e 680 milhões para redirigir os navios ao longo da costa oeste da Índia e 195 milhões para remunerar o trabalho suplementar e o perigo corrido pelos marinheiros.

A média dos resgates pagos aos piratas passou de quatro milhões de dólares em 2010 a cinco milhões em 2011.

Segundo o centro IBM Piracy Reporting, com base em Londres, os piratas que operam na Somália - país que não conta com um verdadeiro governo central há duas décadas - realizaram 237 ataques em 2011, o que representa mais da metade das ações de pirataria no mundo.

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