Repórter
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 11h06.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou expansão de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, em termos anualizados e ajustados sazonalmente. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, 22, pelo Bureau of Economic Analysis, ficou ligeiramente acima da projeção anterior, de 4,3%, e representa o ritmo mais forte em dois anos.
O desempenho foi impulsionado por exportações mais robustas e uma menor retração nos estoques, além da resiliência no consumo das famílias e nos investimentos corporativos.
Os dados mostram que a atividade econômica permanece aquecida mesmo diante de um cenário de juros elevados e incertezas comerciais. A principal contribuição veio do consumo das famílias, que cresceu 3,5% no trimestre, com destaque para serviços — no melhor desempenho em três anos — e também com aceleração nas compras de bens.
Do lado dos investimentos, houve expansão de 3,2% nas aplicações das empresas, com foco em equipamentos de tecnologia. A construção de data centers, essenciais para infraestrutura de inteligência artificial, atingiu novo recorde. O setor de habitação, por outro lado, recuou 7,1%.
A renda interna bruta (GDI, na sigla em inglês) avançou 2,4%, sem alteração em relação à estimativa anterior. A inflação medida pelo índice de preços de despesas com consumo (PCE) núcleo, excluindo alimentos e energia, subiu 2,9%.
Outro indicador acompanhado de perto por analistas, as vendas finais ao setor privado doméstico — que excluem variações em comércio exterior e estoques — também cresceram 2,9%, repetindo o trimestre anterior.
O relatório foi publicado no mesmo dia em que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ficaram próximos de 200 mil, o que sinaliza um baixo nível de demissões no país.
Com crescimento firme e inflação ainda acima da meta, o cenário reforça a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros inalterados na reunião da semana que vem.