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Otan lança missão no Ártico após tensão sobre Groenlândia

Iniciativa reúne exercícios já previstos por Noruega e Dinamarca

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 11h41.

A Otan anunciou nesta quarta-feira, 11, o lançamento de uma nova missão para reforçar sua presença no Ártico, em meio a tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia e declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Batizada de “Arctic Sentry” (Sentinela do Ártico), a iniciativa destaca o compromisso da Aliança em “proteger seus membros e manter a estabilidade em uma das regiões mais estratégicas e ambientalmente desafiadoras do mundo”, afirmou o comandante supremo da Otan, general americano Alexus Grynkewich, em comunicado.

Segundo a organização, em um primeiro momento a missão reunirá atividades já planejadas por países-membros na região, como exercícios conduzidos por Noruega e Dinamarca. Ainda não está claro se haverá envio adicional de capacidades militares ao território ártico.

Groenlândia no centro das tensões

O anúncio ocorre após declarações de Trump no mês passado, quando o presidente norte-americano afirmou que poderia tomar a Groenlândia — território autônomo sob soberania da Dinamarca — por razões de segurança nacional. Ele alegou que, caso os Estados Unidos não ampliassem sua presença, Rússia e China poderiam aumentar sua influência na ilha.

As falas provocaram reação entre aliados europeus e geraram tensão dentro da própria Otan. Posteriormente, Trump recuou após anunciar, durante o Fórum de Davos, um “acordo-quadro” com o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, para ampliar a cooperação na defesa da região.

Em comunicado, a Otan afirmou que ambos concordaram que a organização deveria assumir maior responsabilidade coletiva na proteção do Ártico, diante da atividade militar russa e do crescente interesse chinês na área.

A Rússia reagiu ao anúncio. O ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou responderá caso haja militarização da Groenlândia.

“Se houver criação de capacidades militares voltadas contra a Rússia, responderemos com medidas adequadas, incluindo medidas técnico-militares”, declarou Lavrov ao Parlamento russo.

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