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PIB da China supera US$20 trilhões em 2025 e cresce 5%

Desempenho combinou estabilidade macroeconômica, avanço estrutural, fortalecimento tecnológico e resiliência do comércio exterior

China, Tsingdao, qingdao

Foto: Leandro Fonseca
Data: outubro 2025 (Leandro Fonseca /Exame)

China, Tsingdao, qingdao Foto: Leandro Fonseca Data: outubro 2025 (Leandro Fonseca /Exame)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 15h20.

A China informou nesta segunda-feira, 19,  em coletiva do Gabinete de Informação do Conselho de Estado, que o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu RMB 140,1879 trilhões em 2025 (cerca de US$20,01 trilhões), com crescimento de 5% na comparação anual.

O diretor do Departamento Nacional de Estatísticas, Kang Yi, avaliou que o desempenho combinou estabilidade macroeconômica, avanço estrutural, fortalecimento tecnológico e resiliência do comércio exterior.

Estabilidade apoiada em políticas macroeconômicas

Kang Yi afirmou que o governo adotou políticas macroeconômicas mais proativas que neutralizaram pressões externas e sustentaram o crescimento.

A taxa média de desemprego urbano ficou em 5,2%, o comércio de bens atingiu novo recorde e as reservas cambiais fecharam acima de US$3,3 trilhões. Para uma economia de grande porte, manter esse nível de estabilidade em cenário adverso reforça a capacidade de resposta.

Avanço impulsionado por consumo e abertura

Yi destacou que a China manteve a agenda de desenvolvimento de alta qualidade e ampliou a abertura. Em 2025, o consumo final respondeu por mais de 50% da contribuição ao crescimento econômico. O valor agregado da manufatura de alta tecnologia acima da escala alcançou 17,1% do valor industrial total.

A Lei de Promoção da Economia Privada entrou em vigor, medidas contra competição excessiva avançaram e o Porto de Livre Comércio de Hainan iniciou o fechamento alfandegário da ilha. O comércio exterior de bens cresceu 3,8% frente a 2024. No campo social, a renda disponível per capita cresceu 5% em termos reais.

Segundo Kang Yi, a inovação atuou como motor relevante. O investimento em pesquisa e desenvolvimento atingiu 2,8% do PIB, acima da média da OCDE pela primeira vez. Dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual mostram a entrada da China no top 10 do índice global de inovação.

A indústria de produtos digitais acima da escala cresceu 9,3%, com aumento na produção de servidores e robôs industriais. Veículos de nova energia passaram a representar mais de 50% das vendas domésticas de carros novos.

Resiliência no comércio exterior

Kang Yi afirmou que a economia chinesa preservou resiliência em ambiente de pressão global. A China manteve uma das maiores taxas de crescimento entre as principais economias e respondeu por cerca de 30% da expansão da economia mundial. O país se consolidou como principal parceiro comercial de mais de 150 países e regiões. Produtos de alta tecnologia e maior valor agregado impulsionaram as exportações, que cresceram 13,2% nesse segmento.

Ele avaliou que os resultados reforçam a confiança no desenvolvimento futuro, mas apontou desafios como ambiente externo mais complexo, desequilíbrio entre oferta e demanda domésticas e riscos em setores sensíveis. Segundo ele, a prioridade é estabilizar emprego, empresas, mercados e expectativas, fortalecer motores internos de crescimento e elevar a qualidade com expansão adequada da escala econômica.

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