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Passageiros do Costa Concordia reúnem novas queixas em processo

No novo processo, os advogados americanos enfatizam a responsabilidade do capitão Francesco Schettino na má condução dos trabalhos

O naufrágio provocou a morte de onze pessoas e deixou mais de vinte desaparecidos (Vincenzo Pinto/AFP)

O naufrágio provocou a morte de onze pessoas e deixou mais de vinte desaparecidos (Vincenzo Pinto/AFP)

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Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2012 às 21h16.

Roma - Os advogados de 39 passageiros do cruzeiro italiano "Costa Concordia", que naufragou em 13 de janeiro em frente à ilha de Giglio, ampliaram o processo apresentado em uma corte de Miami com novas acusações contra a tripulação do navio, informou nesta segunda-feira o juiz encarregado do caso.

"O processo ampliado estabelece novas causas de ação que incluem fraude e indução fraudulenta, pelas quais os demandantes querem uma indenização por perdas e danos como resultado da natureza da conduta dos funcionários do Costa Concordia e o pessoal, que demonstrou um desprezo pela vida humana", segundo comunicado enviado à AFP pelo advogado Marc Bern.

Esta emenda no processo será apresentada na terça-feira à corte do 11º circuito da Flórida. Soma nove acusações e abrange 39 demandantes ao invés dos seis sobreviventes que aparecem no processo contra a Carnival Corporation e sua filial, Costa Cruise Lines, apresentado em 27 de janeiro, em Miami.

No novo processo, os advogados americanos enfatizam a responsabilidade do capitão Francesco Schettino, na má condução dos trabalhos de evacuação do navio e na "negligência da tripulação" que provocou uma crise "de angústia emocional" nos passageiros do barco.

"Estes passageiros foram abandonados assustados e sem um guia em uma situação desesperadora, enquanto o capitão já estava a salvo em um bote salva-vidas com sua roupa seca e sua bagagem na mão", disse Bern.

O advogado das vítimas afirmou que quando os sobreviventes "chegaram à terra, sua terrível experiência estava longe de terminar porque a Carnival não lhes ofereceu a mínima atenção, assistência, deixando-os em um país onde a maioria era de estrangeiros só com a roupa do corpo, sem dinheiro e sem passaportes", acrescentou.

Na terça-feira os advogados darão mais detalhes sobre o processo e por enquanto não especificam as mudanças no montante das indenizações.

Até 27 de janeiro, o grupo de seis demandantes pedia uma compensação econômica de 10 milhões de dólares e por danos pelo menos US$ 450 milhões.

Até o momento, os representantes da Carnival nos Estados Unidos não responderam aos pedidos da AFP para saber sua reação.

Um mês depois do naufrágio do "Costa Concordia", em que morreram 32 pessoas e 15 continuam desaparecidas, o transatlântico continua virado perto da ilha italiana de Giglio, onde começou no domingo a retirada do combustível.

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