Parlamento japonês amplia sessões para aprovar ajudas para reconstrução

Premiê do Japão foi duramente criticado por sua gestão da crise e prometeu renunciar uma vez canalizada a reestruturação do país

Tóquio – O Parlamento japonês aprovou nesta quarta-feira, com os votos do governante Partido Democrático (PD), a ampliação de suas sessões ordinárias durante 70 dias para aprovar um segundo orçamento extra para a reconstrução de áreas afetadas pelo desastre de 11 de março.

Os opositores Partido Liberal-Democrata (PLD) e Novo Komeito votaram contra o prolongamento das sessões, que deviam concluir nesta quarta-feira, informou a agência local “Kyodo”.

Ambas as formações se opuseram apesar de que o secretário-geral do PD, Katsuya Okada, garantiu nesta quarta-feira aos líderes que a extensão do ano político até 31 de agosto não está relacionada com a permanência no poder do primeiro-ministro, Naoto Kan, ao que tanto membros de seu próprio partido quanto da oposição exigem que renuncie imediatamente.

A permanência de Kan põe em risco os apoios necessários para aprovar nos meses de julho e agosto um segundo orçamento extra para a reconstrução e uma lei para que o Governo possa emitir dívida.

Em 2 de maio, o Parlamento japonês aprovou um primeiro orçamento extraordinário de 4,02 trilhões de ienes (36,385 bilhões de euros) para enfrentar as primeiras despesas da reconstrução das zonas afetadas pelo terremoto e tsunami de 11 de março.

Apesar da tempestade política, Kan mostrou sua intenção de aprovar um terceiro orçamento extra e um projeto de lei destinado a promover o uso das energias renováveis, no meio do debate sobre a energia nuclear por causa da crise de Fukushima.

O primeiro-ministro foi duramente criticado por sua gestão da crise, o que levou a enfrentar uma moção de censura no início do mês, superada graças a sua promessa de renunciar uma vez canalizada a reconstrução.

No referente aos esforços de reconstrução, o Parlamento aprovou nesta quarta-feira a revisão de uma lei que começará a ser aplicada em agosto para injetar fundos públicos em instituições financeiras afetadas pelo desastre de 11 de março, que causou 15.477 mortos e 7.464 desaparecidos, segundo a última apuração.

A lei foi aprovada com a intenção de que bancos e outras instituições do nordeste possam financiar às pequenas e médias empresas da região que lutam para manter seus negócios.

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