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Para oposição, denúncia facilitará CPI do caso Palocci

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), está convicto de que será possível obter as 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI

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Da Redação

Publicado em 4 de junho de 2011 às 14h39.

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Brasília - As novas denúncias publicadas pela revista Veja deverão facilitar o recolhimento de assinaturas na Câmara e no Senado para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), está convicto de que será possível obter as 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI. "É inevitável a CPI. Todos aqueles que estavam aguardando um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir o que fazer agora não vão ter como não assinar o pedido de CPI", disse Demóstenes.

Faltam oito assinaturas para que a comissão possa funcionar no Senado. "Mas com essa denúncia, acho que vamos conseguir um número superior às 27 assinaturas", observou.

A expectativa é que os senadores do chamado "PMDB rebelde" assinem todos a CPI - até agora só os peemedebistas Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE) aderiram ao pedido de CPI.

Para o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), a situação de Palocci é "insustentável". "Não tem mais como ele ser mantido como ministro", disse. A oposição vai insistir para que Palocci seja convocado para depor na Comissão de Agricultura da Casa. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), vai decidir se a convocação aprovada na Comissão na quarta-feira é válida ou não.

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