Para Brasil, decisão de incorporar Venezuela foi unânime

Marco Aurélio Garcia afirmou que decisão ''reflete o consenso político'' dos presidentes do Brasil, da Argentina e do Uruguai

Brasília - O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse nesta segunda-feira que a adesão da Venezuela ao Mercosul e a suspensão temporária do Paraguai foi uma ''decisão unânime'' da Argentina, Brasil e Uruguai.

Em declarações à imprensa, Garcia afirmou que a decisão ''reflete o consenso político'' dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Mujica, informa o blog da Presidência da República.

''Nós não fizemos pressão sobre nenhum país, até porque não é o estilo da presidenta Dilma Rousseff fazer pressão. A decisão foi tomada pelos três presidentes, foi uma decisão unânime, foi uma decisão que refletiu um consenso político. Portanto, não corresponde a tese de que teríamos algum tipo de pressão sobre qualquer governo'', ressaltou o assessor.

Garcia afirmou que a decisão de adiar a adesão formal da Venezuela no dia 31 de julho foi uma iniciativa do presidente do Uruguai, José Mujica.

Segundo ele, Mujica lhe confirmou nesta segunda-feira que o Uruguai pretende reafirmar a entrada da Venezuela na reunião do dia 31, que acontecerá no Rio de Janeiro, apesar de o governo uruguaio ter surpreendido nesta segunda-feira com a declaração de seu chanceler, Luis Almagro, de que a adesão de Caracas ao Mercosul ''não é definitiva'' e que será revisada juridicamente.

''Se todo mundo tivesse tido certeza, a Venezuela teria entrado na sexta-feira passada em Mendoza. Por algum motivo, os países estabeleceram o prazo de até 31 de julho'', destacou Luis Almagro.

Na cúpula do Mercosul realizada no dia 29 de junho passado na cidade argentina de Mendoza, a anfitriã, a presidente Cristina Kirchner, anunciou que, no dia 31 de julho em reunião especial no Rio de Janeiro, a entrada da Venezuela será formalmente concretizada, após ser aprovada em 2006, mas bloqueada pela negativa do Senado paraguaio em ratificá-la.

Em junho, o Mercosul suspendeu a participação do Uruguai no bloco por contestar o impeachment do então presidente Fernando Lugo durante um julgamento político realizado pelo Senado paraguaio.

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