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Palestinos vão pedir novamente a elevação de status na ONU

A iniciativa poderia fortalecer a reivindicação palestina de um Estado, num momento em que as conversações de paz com Israel estão estancadas

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 4 de agosto de 2012 às 12h14.

Ramallah - Os palestinos vão renovar em setembro a proposta de elevação de seu status nas Nações Unidas, informou neste sábado seu ministro de Relações Exteriores, Riyad al-Malki.

A iniciativa poderia fortalecer a reivindicação palestina de um Estado, num momento em que as conversações de paz com Israel estão estancadas.

Os palestinos são listados na ONU como entidade "observadora", sem direito a voto. Na Assembleia-Geral da ONU, em 27 de setembro, eles vão pedir sua incorporação como Estado observador não-membro, disse o chanceler Malki a repórteres em Ramallah, na Cisjordânia.

Esse novo status, similar ao do Vaticano, seria um reconhecimento indireto da reivindicação de criação de um Estado palestino na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza. Isso lhes permitiria integrar várias agências da ONU, bem como o Tribunal Penal Internacional.

Os palestinos dizem que a construção de assentamentos israelenses nas terras da Cisjordânia ocupada frustra a perspectiva de um acordo bilateral para a criação do Estado. Divergências sobre a questão levaram à paralisação das conversações em 2010.

De acordo com Malki, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, fará a solicitação do novo status em um discurso, e depois os palestinos irão buscar apoio entre os Estados membros da ONU, dos quais boa parte tem simpatia pela campanha e considera ilegais os assentamentos israelenses na Cisjordânia.

"Quando tivermos certeza de que ganhamos apoio absoluto do maior número possível de países, estaremos prontos para solicitar uma votação na Assembleia-Geral, em uma resolução sobre isso", afirmou Malki.

Uma maioria simples na Assembleia-Geral da ONU - formada por 193 países - seria suficiente para conferir aos palestinos o status de observador não-membro, contornando assim o Conselho de Segurança da organização, no qual os Estados Unidos, aliados de Israel, têm poder de veto.

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