Explosão em Teerã após ataque, no dia 2 de março (imagem de arquivo) (Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 3 de março de 2026 às 12h00.
Última atualização em 3 de março de 2026 às 12h15.
Ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos atingiram o prédio do órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, segundo a imprensa local.
"Os criminosos americano-sionistas atacaram o prédio da Assembleia de Especialistas em Qom", ao sul de Teerã, segundo a agência de notícias Tasnim. A imprensa local publicou imagens do imóvel muito danificado.
Nesta terça-feira, quarto dia de ataques, a Força Aérea de Israel lançou uma nova série de ataques em Teerã, enquanto o Irã segue fazendo bombardeios a vários alvos na região do golfo.
Drones iranianos atingiram a embaixada americana na Arábia Saudita, enquanto bombardeios israelenses foram registrados em Teerã e no Líbano.
A Arábia Saudita disse que interceptou oito drones nas imediações de Riad e da cidade de Al Kharj. Dois aparelhos atingiram a embaixada americana na capital, provocando incêndio de pequenas proporções e danos materiais limitados, segundo o Ministério da Defesa saudita.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou um ataque de “grande envergadura” contra uma base aérea americana no Bahrein, alegando ter lançado 20 drones e três mísseis.
Do outro lado, o Exército de Israel anunciou “ataques simultâneos” em Teerã e Beirute contra alvos iranianos e do Hezbollah. No Líbano, imagens mostraram fumaça sobre a capital após bombardeios na região sul.
No Irã, as forças israelenses afirmaram ter atacado e desmantelado a sede da emissora estatal IRIB. A televisão iraniana declarou que mantém as transmissões. Explosões foram ouvidas em diferentes pontos de Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito pode durar “quatro a cinco semanas” e não descartou o envio de tropas à região. “Vocês descobrirão em breve”, disse, ao ser questionado sobre a resposta ao ataque contra a representação diplomática em Riad.
A escalada militar elevou a volatilidade nos mercados globais. Os preços do petróleo avançaram com a tensão no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de óleo e gás.
A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 3%, enquanto a de Seul recuou 7,24%. O dólar se valorizou diante da busca por ativos considerados mais seguros.
A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado um petroleiro no Estreito de Ormuz, apresentado como ligado aos Estados Unidos. Um general iraniano ameaçou incendiar embarcações que tentem cruzar a região.
A China, principal compradora de petróleo iraniano, pediu que as partes garantam a segurança da rota marítima. Segundo analistas, as tarifas de transporte marítimo praticamente dobraram em um dia diante do risco geopolítico.
*Com informações da AFP