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Opção militar sobre Síria deve permanecer aberta, diz Otan

Anders Rasmussen saudou o acordo, mas disse que é essencial manter a possibilidade de um ataque para impulsionar o processo político-diplomático

Anders Rasmussen: "a opção militar ainda estará sobre a mesa", disse  (Francois Lenoir/Reuters)

Anders Rasmussen: "a opção militar ainda estará sobre a mesa", disse (Francois Lenoir/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 19 de setembro de 2013 às 08h07.

Bruxelas - A opção de realizar um ataque militar ou operação similar na Síria deve permanecer aberta como uma das maneiras de lidar com a crise no país, disse o secretário-geral da aliança militar Otan nesta quinta-feira.

Anders Rasmussen saudou o acordo fechado entre EUA e Rússia para a eliminação das armas químicas sírias, mas disse que é essencial manter a possibilidade de um ataque militar para impulsionar o processo político-diplomático.

"Eu acho, independentemente do resultado das deliberações no Conselho de Segurança da ONU, que a opção militar ainda estará sobre a mesa", disse Rasmussen em evento organizado pelo centro de estudos Carnegie Europe.

O esboço de uma proposta de resolução do Conselho de Segurança sobre as armas químicas sírias que está sendo debatido em Nova York deixa aberta a possibilidade do uso da força se a Síria não cooperar. A Rússia deve opor-se a esse dispositivo.

Rasmussen disse ter certeza que o governo sírio foi responsável pelo ataque com gás sarin em 21 de agosto em um subúrbio de Damasco, que segundo os EUA matou mais de 1.400 pessoas. Ele rejeitou as alegações do governo sírio e da Rússia de que os rebeldes seriam os responsáveis.

"Os mísseis foram lançados de áreas controladas pelo governo", afirmou.

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