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ONU votará resolução contra o EI impulsionada pela França

Resolução também visa "redobrar e coordenar" esforços na luta antiterrorista


	Homenagem: A resolução visa "redobrar e coordenar" esforços na luta antiterrorista
 (Reuters)

Homenagem: A resolução visa "redobrar e coordenar" esforços na luta antiterrorista (Reuters)

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Da Redação

Publicado em 21 de novembro de 2015 às 08h31.

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Nações Unidas - O Conselho de Segurança da ONU votará nesta sexta-feira o projeto de resolução contra o Estado Islâmico (EI) impulsionado pela França por causa dos atentados da semana passada em Paris, segundo informaram fontes diplomáticas.

O texto, que foi apresentado na quinta-feira ao restante dos membros do Conselho, pede que todos os países tomem "as medidas necessárias" para agir contra os jihadistas na Síria e no Iraque.

A resolução também visa "redobrar e coordenar" esforços na luta antiterrorista, expressa a intenção de ampliar as sanções contra indivíduos e entidades vinculadas com o EI e pede mais atitudes para deter o fluxo de combatentes estrangeiros rumo ao Oriente Médio, segundo uma cópia vista pela Agência Efe.

O embaixador francês para a ONU, François Delattre, disse hoje aos jornalistas que a negociação do projeto estava em sua última fase, mas que não podia especificar quando começaria a votação.

O Conselho de Segurança se pronunciará uma semana após os ataques de Paris e com uma rapidez pouco habitual, pois a iniciativa foi anunciada na segunda-feira pelo presidente francês, François Hollande.

Inicialmente, o texto não deve ter problemas para ser adotado, pois Paris buscou evitar assuntos espinhosos e focar em questões nas quais a maior parte dos membros estão de acordo.

Embora peça para serem tomadas "todas as medidas necessárias" contra o EI, a resolução não invoca o capítulo VII da Carta das Nações Unidas, que proporciona tradicionalmente o marco legal para o uso da força.

Em paralelo, a Rússia apresentou nesta semana outra minuta de resolução, com caráter mais geral e baseada em outra que tentou sem sucesso passar no fim de setembro.

O problema principal era que o texto demandava o "consentimento" dos países para agir contra o terrorismo em seu território, o que para as potências ocidentais significava apoiar o regime sírio de Bashar al Assad e complicaria a adoção dessa resolução. EFE

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