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ONU pede a verdade sobre Praça da Paz Celestial

Organização pediu a China que revele a verdade sobre a violenta supressão das manifestações pró-democracia de1989


	Praça da Paz Celestial, em Pequim: local foi cenário das manifestações pró-democracia de 89
 (Ed Jones/AFP)

Praça da Paz Celestial, em Pequim: local foi cenário das manifestações pró-democracia de 89 (Ed Jones/AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de junho de 2014 às 17h15.

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Genebra - A diretora da agência de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, exortou a China nesta terça-feira a revelar a verdade sobre a violenta supressão das manifestações pró-democracia em massa conduzida pelo Exército na Praça da Paz Celestial, 25 anos atrás.

Pillay também instou as autoridades chinesas a libertar as dúzias de pessoas que teriam sido presas na véspera do aniversário, que acontece no dia 4 de junho, e parar de bloquear a discussão sobre os eventos na Internet.

“É do interesse de todos estabelecer finalmente os fatos cercando os incidentes da Praça da Paz Celestial”, disse Pillay, ex-juíza da suprema corte da África do Sul e do Tribunal Penal Internacional.

Na ausência de uma investigação independente e factual, muito ainda se ignora sobre o que aconteceu, e as estimativas de quantos manifestantes – na maioria estudantes e trabalhadores – morreram variam de centenas a milhares, ressaltou ela.

Familiares de muitos dos que foram mortos ainda esperam uma explicação do que foi feito de seus entes queridos.

Desde a repressão súbita dos protestos de várias semanas no coração de Pequim, que continuaram durante uma visita do ex-líder reformista soviético Mikhail Gorbachev, e em outras cidades, a China tem procurado apagar o caso de sua história.

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