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ONU acusa Exército sírio e milícia de matar civis em Aleppo

Porta-voz Rupert Colville expressou grande temor de uma represália contra milhares de civis

Refugiados em Aleppo: ONU afirma ter recebido relatos de pessoas sendo baleadas em plena rua ao tentar fugirem (Reuters)

Refugiados em Aleppo: ONU afirma ter recebido relatos de pessoas sendo baleadas em plena rua ao tentar fugirem (Reuters)

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Reuters

Publicado em 13 de dezembro de 2016 às 10h32.

Genebra - A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira ter relatos de que soldados do governo da Síria e milícias aliadas do Iraque estão matando civis no leste de Aleppo, incluindo 82 pessoas em quatro bairros nos últimos dias.

O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, expressou grande temor de uma represália contra milhares de civis que ainda estariam escondidos em um "canto infernal" de menos de um quilômetro quadrado de áreas nas mãos da oposição.

"No todo, até a noite de ontem (segunda-feira) recebemos relatos de forças pró-governo matando ao menos 82 civis, incluindo 11 mulheres e 13 crianças, em quatro bairros diferentes", disse Colville em um boletim à imprensa, acrescentando que pode haver "muitos mais".

"Os relatos que tivemos foram de pessoas sendo baleadas em plena rua ao tentar fugirem e baleadas em suas casas", acrescentou.

Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, disse que a situação parece apontar para um "colapso completo da humanidade em Aleppo".

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