Irã: país vive protestos (UGC/AFP)
Redação Exame
Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 18h55.
Pelo menos 538 pessoas perderam a vida nos protestos que começaram em 28 de dezembro no Irã, motivados pela crise econômica, e que desde então se espalharam por mais de 100 cidades do país, segundo dados divulgados neste domingo pela ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA).
A organização, contrária ao regime dos aiatolás, que opera a partir dos Estados Unidos, informou que entre os mortos estão 48 integrantes das forças de segurança e 490 manifestantes, incluindo oito menores de idade.
Skylar Thompson, subdiretora da HRANA, disse à Agência EFE que o total de vítimas nos primeiros 15 dias de protestos pode chegar a 579, embora essa cifra ainda esteja sendo confirmada.
Ainda de acordo com a ONG, desde 28 de dezembro já foram detidas 10.675 pessoas, entre elas 160 menores de idade e 52 estudantes.
As manifestações continuam em centenas de cidades do país, mesmo com cortes de internet e serviços telefônicos que já duram mais de 72 horas. Inicialmente motivados pelas dificuldades econômicas, os protestos agora também refletem críticas à República Islâmica e ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.