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Obras das usinas de Jirau e Santo Antônio seguem paralisadas

Segundo a empresa responsável pelas obras, novos tumultos na noite se sexta-feira impediram a retomada das obras

Canteiro da Usina de Jirau: obras paralisadas (Fernanda Preto/Veja)

Canteiro da Usina de Jirau: obras paralisadas (Fernanda Preto/Veja)

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Da Redação

Publicado em 21 de março de 2011 às 13h22.

Brasília - As obras das usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira (RO), continuam paralisadas e não há previsão para serem reiniciadas, segundo as assessorias de imprensa das concessionárias dos projetos.

Os trabalhos em ambos os canteiros foram interrompidos na última semana, após uma rebelião entre os trabalhadores de Jirau. Com o tumulto, 70 por cento dos alojamentos foram incendiados.

Na sexta-feira passada, a Energia Sustentável do Brasil, concessionária de Jirau, havia informado, em nota, que retomaria os trabalhos na segunda-feira.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o plano não deu certo porque na noite de sexta-feira ocorreram novos tumultos e alguns alojamentos que não foram incendiados no primeiro levante acabaram pegando fogo.

A Camargo Corrêa, construtora responsável pela obra de Jirau, informou por meio da assessoria de imprensa que cerca de 7,7 mil trabalhadores de Jirau já foram transportados até suas cidades de origem, inclusive para outros estados.

Segundo a construtora, até o momento foram fretados 12 aviões e 300 ônibus. Também estão sendo usados vôos comerciais para levar os operários para casa.

As usinas do Madeira estão entre os maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somadas, as duas terão capacidade para gerar 6.450 megawatts (MW). O investimento nos dois empreendimentos é estimado pelo governo em cerca de 21 bilhões de reais.

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