Novos focos de incêndio em porto chinês devastado

Mais de 4.460 soldados e policiais se encontram mobilizados na cidade para recuperar as substâncias perigosas e limpar a zona, segundo uma fonte militar

Quatro novos focos de incêndios foram declarados nesta sexta-feira na zona portuária devastada por violentas explosões no dia 12 de agosto, em Tianjin, norte da China.

A cada instante surgem focos de incêndio devido à quantidade de produtos químicos inflamáveis derramados pela explosão dos depósitos do porto de Tianjin, segundo a agência oficial Xinhua.

Um dos novos focos ocorre em um depósito de automóveis importados, onde ao menos 3.000 veículos foram calcinados, embora o combustível estocado continue alimentando as chamas.

Segundo as autoridades, o nível de cianeto perto do local das explosões é 356 vezes superior ao limite de tolerância.

Mais de 4.460 soldados e policiais se encontram mobilizados na cidade para recuperar as substâncias perigosas e limpar a zona, segundo uma fonte militar.

A ONG Greenpeace, por sua parte, afirmou nesta sexta ter encontrado rastros de cianureto em um nível morado nas águas de superfície, perto do local da explosão e também no vizinho rio Haihe.

Nesse rio, foram encontrados milhares de peixes mortos, de acordos com as fotos postadas nas redes sociais.

No entanto, autoridades municipais afirmaram que que é comum ver peixes mortos no verão devido à má qualidade da água, contaminada pelos resíduos tóxicos jogados pelas fábricas.

No total, na quarta-feira foram detectados vestígios de cianeto em 25 pontos de água dentro da zona de isolamento.

Em outros 16 pontos do solo exterior, as autoridades detectaram cianeto em seis e abaixo dos limites tolerados.

A fábrica de produtos químicos na qual aconteceram as explosões na noite de 12 de agosto, armazenava quase 700 toneladas de cianureto de sódio, um componente altamente tóxico, segundo as autoridades.

O temor de uma contaminação de grande proporção continua presente, reforçado pela chuva que caiu na região no início da semana e pela eventual presença de outros produtos químicos no local, onde muitos contêineres ficaram danificados.

O cianeto de sódio, na forma de pó cristalino, libera em algumas circunstâncias cianeto de hidrogênio, um gás asfixiante e letal em caso de exposição prolongada.

A catástrofe deixou 116 mortos, destruiu parte da zona portuária e fábricas industriais, assim como um bloco de residências na área.

As equipes de emergência construíram barreiras de terra e areia para delimitar o perímetro de 100.000 metros quadrados ao redor do local das explosões e evitar qualquer vazamento de componentes tóxicos.

As autoridades também afirmam que o ar e a água em outras partes da cidade não representam risco para os 15 milhões de habitantes de Tianjin.

Mas muitos moradores estão preocupados e a organização de defesa do meio ambiente Greenpeace pediu prudência, assim como a continuidade das análises.

O presidente chinês Xi Jinping solicitou nesta quinta-feira, ao fim da reunião em que foi apresentado um relatório sobre a catástrofe, que os responsáveis pelas explosões respondam por seus atos.

Dez diretores da empresa proprietária do armazém foram detidos.

O comunicado divulgado pelo gabinete político destaca que a prioridade é salvar vidas e tratar os feridos, informou a agência estatal Xinhua.

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